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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

O Atraso Existe

Em 1983 a Marvel Comics lançou o primeiro número do The Official Marvel Try-Out Book. Idealizado pelo genial Jim Shooter, o livro em formato gigante emulava o tamanho de páginas em que os artistas trabalhavam os originais de arte da editora.

A publicação funcionou como um concurso para encontrar novos talentos. O conteúdo ensina técnicas e estabelece como a editora gostaria de receber o material produzido por escritores, desenhistas, arte-finalistas, letristas e coloristas.

Ocorreu que os vencedores do concurso só foram anunciados em 1986. Foram três anos de espera para que os vencedores recebessem um certificado comemorativo. "O resultado de seus trabalhos será publicado na próxima primavera em uma edição especial de tamanho gigante de O Espetacular Homem-Aranha." - uma promessa jamais cumprida.

Não se tratou de uma edição submetida ao financiamento coletivo, e sim de material produzido e organizado por um gigante do mercado de quadrinhos da época.

O atraso existe. É um fato do mercado editorial. O universo tende à entropia, imagine então um trabalho editorial que envolve muitos profissionais que trabalham com o risco do atraso de um afetar toda a cadeia de produção.

No Brasil, o trabalho editorial muitas vezes se restringe ao esforço mínimo de traduzir e diagramar material que já vem pronto e acabado de outras praças. Ou, na produção quase mecânica com uma fórmula pré-moldada que atende aos prazos editoriais.

Raramente um editor brasileiro realmente se envolve com o que está publicando para além do superficial. Os poucos corajosos que assumem este risco acabam apedrejados pelos próprios leitores, muitas vezes, imaturos para o que realmente consiste um financiamento para uma nova empreitada.

O MECENATO

Na idade média foi popularizada a figura do mecenas. Desde os tempos do Império Romano já existiam pessoas dedicadas ao apoio financeiro para a produção cultural em áreas como a literatura, a produção teatral, a escultura, a pintura e até as ciências.

Geralmente o mecenas era alguém muito rico. Hoje, com a popularização das ferramentas digitais de financiamento coletivo, qualquer um pode exercer o desempenho deste papel. No entanto, infelizmente, muitos financiadores de projetos ainda raciocinam como se participassem de uma simples pré-venda.

Nem sempre é uma pré-venda. Existe diferença. O editor que lida apenas com tradução e diagramação do material que recebeu pronto e acabado está sim realizando uma pré-venda. No entanto, o editor que assumiu a difícil tarefa de fazer surgir uma obra inédita, e precisa atuar na sua gênesis, organizando e gerindo a complexidade que envolve as diversas etapas de produção que irão resultar na materialização de algo novo, estão a fazer mais do que uma simples pré-venda.

A distinção faz toda a diferença. É claro que o apoiador de um projeto que busca financiamento coletivo não deve ser alvo de ingerência empresarial. Existem os financiados que entregam seu material com atraso e os financiados que não entregam o material em momento algum. Vale à pena ficar atento, mas é importante não desviar a frustração para o alvo errado.

Se você é um fomentador da produção nacional, se está interessado em ver surgir um cenário de publicações para fora do previsto entre os blogs divulgadores de lançamentos convencionais, então não incorra o erro de agir ao inverso do seu próprio interesse. O fogo amigo é um tiro no próprio pé.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Dia do Super-Herói Brasileiro 2021 - Votação Popular

Vídeo de agradecimento pela votação popular durante a segunda edição da premiação Dia do Super-Herói Brasileiro. Lagarto Negro levou a homenagem de 2021 na categoria "Super-herói Brasileiro do Ano" .

O evento ocorreu dia 24 de outubro, em edição virtual devido a pandemia do novo coronavírus. O objetivo da premiação é ampliar a divulgação e o consumo do gênero no Brasil.

O vencedor do Júri Técnico, na mesma categoria, foi a Velta, do Emir Ribeiro, parabéns também!

Página oficial do evento:
http://www.meuheroi.com.br/diadosuperheroibrasileiro/index.php/about/segunda-edicao

sábado, 17 de junho de 2017

Dados de Tiragens de Quadrinhos no Brasil



Já faz algum tempo que este blog publica indícios das tiragens dos gibis publicados no Brasil. Indícios, porquê estes números não costumam ser expostos com clareza.

Em dezembro de 2016, o site Planeta Gibi publicou uma matéria muito interessante pertinente ao tema. Selecionei algumas informações que merecem destaque:

"o Almanaque Abril listava anualmente as revistas com maiores vendas e maiores tiragens (ou seja, a quantidade de exemplares impressos, mas não necessariamente vendidos). A fonte era o IVC, instituto criado exatamente para auditar esses números e dar credibilidade aos anúncios feitos pelas editoras."

A matéria afirma que selo do IVC (Instituto Verificador de Comunicação, antigo Instituto Verificador de Circulação) consta do expediente da revista quando esta é auditada pelo instituto.

Segue o link para a matéria com as tiragens de algumas revistas de Histórias em Quadrinhos em 2015:

http://www.planetagibi.com.br/2016/12/tiragens-e-vendas-de-hqs-no-brasil.html

domingo, 1 de janeiro de 2017

Carlos Drummond de Andrade e os quadrinhos


Carlos Drummond de Andrade

Manda quem pode. ;) Confira dois poemas de Carlos Drummond de Andrade homenageando as histórias em quadrinhos que gostava de ler:

ASSINANTES

Somos leitores do Tico-Tico.
Somos importantes, eu e Luís Camilo.
Cada um em sua rua.
Cada um com sua revista.
O que um sabe, o outro sabe.
Ninguém sabe mais do que sabemos.
É nossa propriedade Zé Macaco.
Jagunço vai latindo a nosso lado
e Kaximbown nos leva
convidados especiais ao Pólo Norte.
Nossa importância dura até dezembro.
Temos assinaturas anuais.
(ANDRADE, 2006, p.248)


FIM

Por que dar fim a história?
Quando Robinson Crusoé deixou a ilha,
que tristeza para o leitor do Tico-Tico.
Era sublime viver para sempre com ele e com
Sexta-Feira,
na exemplar, na florida solidão,
sem nenhum dos dois saber que eu estava aqui.
Largaram-me entre marinheiros-colonos,
sozinho na ilha povoada,
mais sozinho que Robinson, com lágrimas
desbotando a cor das gravuras do Tico-Tico.
(ANDRADE, 2006, p.247)


O Tico-Tico é considerada pioneira na publicação de quadrinhos no Brasil, e chegou a ter tiragens de 100.000 exemplares por semana! Leia O Tico-Tico na Hemeroteca Digital Brasileira: http://bndigital.bn.br/acervo-digital/tico-tico/153079

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Vergonha alheia...

Sobre videos do programa de TV, vistos em:
http://globotv.globo.com/rede-globo/na-moral/t/o-programa/v/isabella-henriques-comenta-os-males-da-publicidade-infantil/3549805/
http://globotv.globo.com/rede-globo/na-moral/t/o-programa/v/mae-ana-claudia-e-a-favor-da-proibicao-da-publicidade-infantil/3549798/
http://globotv.globo.com/rede-globo/na-moral/v/monica-de-sousa-e-isabella-henriques-debatem-a-publicidade-infantil/3549809/


Primeiro a Ana Cláudia responde a pergunta: "porquê você é a favor da proibição TOTAL?" - e então ela responde o porquê dela ser a favor da proibição TOTAL. Logo em seguida Isabella Henriques diz que a "resolução não impede o patrocínio de qualquer marca a realização do desenho animado" - ao responder sobre o que ela acha a respeito da criança assistir a um programa, ou uma publicidade dirigida a um público adulto no lugar de um programa infantil.

Resta a dúvida: Como uma proibição TOTAL não impede o patrocínio de qualquer marca??????

É tanta fanfarra em meio a uma retórica desprovida de sentido que o único entendimento razoável possível de se extrair do episódio é que os defensores da malfadada resolução não possuem propriedade daquilo que defendem, o que é péssimo para todos os envolvidos.

Se a cada instante os defensores da resolução tentam moldar um sentido de interesse para a resolução fica então constatado aquilo que é objeto das críticas especializadas - a resolução não é bem elaborada. Falta clareza e objetivos definidos. Deixa a aparência de que será considerado ruim aquilo que for da vontade do Conanda, sendo essa vontade subjetiva e afeta ao sentimento e a emoção do momento - sem o rigor de critérios rígidos de definição.

Outra observação: no final a Isabella Henriques tenta se esconder por traz de uma aparente barreira de legalidade e autoritarismo alegando ser um órgão da presidência da república com apoio do MP. Alega também um suposto debate com a sociedade, logo após de debochar daqueles que "foram pegos de surpresa com a resolução" - ora, se algum interessado foi "pego de surpresa", isso já é indício por si só da falta de diálogo com a sociedade. Lembrando também que o MP não é órgão de consulta jurídica... então, que apoio é este? Não ficou claro.

Consideram abusiva a resolução do Conanda: Associação Brasileira de Anunciantes ABA), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Jornais (ANJ) Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Central de Outdoor.
Visto em: http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2014/04/associacoes-e-mercado-nao-reconhecem-resolucao-do-conanda.html

A Associação dos Profissionais de Propaganda (APP) e a Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários (Aprosom) também já divulgaram notas de manifestação contra a resolução 163.
Visto em: http://www.telaviva.com.br/09/04/2014/entidades-se-manifestam-em-peso-contra-resolucao-do-conanda-que-condena-publicidade-infantil/tl/374261/news.aspx

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é contra a resolução do Conanda, a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) também emitiu nota dizendo que a medida "tira da criança o direito do acesso à informação", e a Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), que representa empresas que realizam o licenciamento de produtos que usam imagens de personagens infantis, afirmou que o setor precisa "unir forças e atuar conjuntamente para defender nossos interesses".
Visto em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140422_conanda_resolucao_pai_mdb.shtml

Que "diálogo com a sociedade" foi este que "pegou tanta gente de surpresa"????? Francamente...

Quanto a aparente legalidade, vale lembrar que a resolução do Conanda sobre propaganda infantil “não apenas exorbita do poder regulamentar, como invade área de competência exclusiva do Congresso Nacional” - conforme o deputado Milton Monti (PR-SP)
Visto em: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CONSUMIDOR/470243-PROJETO-CASSA-RESOLUCAO-DO-CONANDA-SOBRE-PROPAGANDA-INFANTIL.html

Resta agora assinar o abaixo assinado: http://peticaopublica.com.br/psigned.aspx?pi=BR73463&n

sábado, 26 de julho de 2014

Da questão sobre publicidade para crianças

São dois problemas. Um é o Projeto de Lei 5921/2001- autoria de Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e outro é mera resolução de um órgão chamado Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), ligado à presidente Dilma por meio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O Projeto de Lei 5921/2001 está ainda em tramitação, e teve sua ultima movimentação em 2013. Por mais torpe que pareça a ideia por trás do projeto, ele é de fato fruto de um processo legislativo legítimo, iniciado por um representante eleito pelo voto universal, livre, secreto e direto.

Já a Resolução nº163 do Conanda, que não é uma lei, não guarda as mesmas características, foi publicada no Diário Oficial da União em 04 de abril de 2014. Não sendo lei, a resolução não passou pelo crivo de um processo legislativo legítimo, e por esta razão passa a ter sua validade discutida.

A impressão que passa é a de que como não ainda conseguiram a lei, os interessados em censurar toda a publicidade voltada para crianças resolveram atropelar o Poder Legislativo e a representação democrática que o Ente Federativo encarna forçando a barra com a edição da controvertida Resolução nº163.

Um indício disto surge com a informação de que quem promoveu e criou a determinação do Conanda foi o Instituto Alana. É preciso saber que o Conanda é composto por ministérios do governo federal e entidades da sociedade civil, entre essas se encontra o Instituto Alana, na condição de suplente. Em sua página oficial na internet, Instituto Alana afirma que contribuiu junto aos demais conselheiros na elaboração e aprovação do texto que compõe a Resolução nº163.


"Prática antiética e abusiva"??? Não, né.

“Foi uma conquista histórica para os direitos da criança no Brasil. A publicidade infantil não tinha limites claros e específicos. Agora, com o fim dessa prática antiética e abusiva, alcançamos um novo paradigma para a proteção da criança brasileira”, afirma Pedro Affonso Hartung, conselheiro do Conanda e advogado do Instituto Alana. Na verdade, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já definia os limites da publicidade.

Ainda segundo Pedro Hartung "é possível sim os canais infantis sobreviverem, tem que ser criativo, tem que encontrar outras formas de promover seu conteúdo, com auxílio estatal”, aponta o conselheiro do Conanda. A ideia de viver obrigatoriamente apenas de auxílio estatal parece uma afronta contra os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, ambos fundamentos da República.

Mas o conselheiro Pedro Hartung vai além e declara que “a partir de agora, temos que fiscalizar as empresas para que redirecionem ao público adulto toda a comunicação mercadológica que hoje tem a criança como público-alvo". Vale lembrar que o artigo 5º da Constituição Federal, em seus incisos declara que "II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer".

A resolução do Conanda sobre propaganda infantil “não apenas exorbita do poder regulamentar, como invade área de competência exclusiva do Congresso Nacional” - conforme contesta o deputado Milton Monti (PR-SP).

Ocorre que a Lei Nº 8.069/90 já trata do assunto por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O artigo 79 do estatuto estabelece que "as revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família".

O poder regulamentar conferido ao Conanda não é absoluto e não pode extrapolar os limites legais. A regulamentação tem por escopo tornar explícito e sem ambiguidades aquilo o que a lei estabelece, informando o modo de seu cumprimento, e não criar restrições autônomas, mais abrangentes e rigorosas do que as contidas na lei. Assim, não pode inovar para além do que estabelece a Lei Nº 8.069/90, sob risco de atropelar a hierarquia das leis e o próprio processo democrático.


A filha do Maurício de Souza, Mônica, cedeu entrevista ao site O Globo expondo seu ponto de vista. Separei alguns trechos interessantes:

    "A resolução quer, de alguma maneira, sumir com todos os personagens infantis. Estende-se a embalagens, que não podem ser coloridas, bonecos, que não podem ter som... É muito radical.

    (...) Se você proíbe uma criança de ver alguma coisa, a está deixando mais alienada. Ela tem que crescer e saber discernir entre certo e errado. A família tem que passar isso. É simplista proibir comerciais de televisão e personagens. Isso vem de uma sociedade que está com problema emocional. Pais e mães estão substituindo o convívio por dar presentes. Isso não é culpa da publicidade, e sim dessa sociedade, que está carente dessa relação.

    (...) Colocar o governo para proibir qualquer publicidade é muito fácil. Educar é que é mais difícil.

    (...) Podemos trabalhar em conjunto com as instituições para chegar a um denominador comum. A sociedade está consumindo mais, a doença do século é a obesidade, mas isso tem que ser trabalhado com educação, não proibição."


Pais histéricos queimando quadrinhos - EUA, anos 50

Sedução do Inocente

Em 1954, um psiquiatra chamado Fredric Wertham publicou Seduction of the Innocent e logo se tornou um best-seller nos EUA. O livro afirmava que as revistas em quadrinhos eram um sério fator da delinquência juvenil, por ser um forma ruim de literatura. A tese alimentou uma violenta campanha para a censura deste tipo de publicações. A questão logo chegou ao Subcomitê do Senado norte-americano, que investigava a delinquência juvenil.

A época da caça às bruxas nos EUA passou. Após sofrer revisão de investigadores da University of Illinois verificou-se que o trabalho do psiquiatra não seguia padrões de investigação científica e tratava-se de pura retórica. Erros de amostragem, depoimentos falsos ou alterados, e meras suposições não comprováveis somados a manipulação sistemática são alguns dos recursos utilizados pelo autor para impor sua tese. Hoje Fredric Wertham é desacreditado por suas ideias, mas esta consciência chegou tarde demais.

O pânico cultural já havia causado o estrago. Editoras de quadrinhos fecharam as portas, encerraram suas atividades e dispensaram seus colaboradores. Se o psiquiatra tinha boas intenções, estas foram eclipsadas pelo enorme mau estar social derivado de suas ações. A histeria contra os quadrinhos tomou conta da década de 1950, um duro golpe contra a liberdade de expressão - até então defendida pela primeira emenda constitucional norte-americana.

Equivocadamente, Fredric Wertham partiu da premissa que as revistas de histórias em quadrinhos eram responsáveis pela delinquência porque alguns pacientes de sua clínica, em algum momento, teriam lido quadrinhos. Ignorava a pesquisa feita em 1953 informando que 90% das crianças e 80% dos adolescentes nos Estados Unidos liam quadrinhos. Ou seja, para ser verdade, 90% das crianças e 80% dos adolescentes nos Estados Unidos teriam necessariamente que ser delinquentes e frequentar clinicas psiquiátricas - fato desproporcional em relação às conclusões do médico.

Em outros momentos, a busca por um bode-expiatório já veio a condenar estilos musicais diversos, como o chorinho, o samba, o rock, ou videogames, ou as mais diversas vanguardas artísticas, e agora a publicidade infantil, essa por meio dos exageros da Resolução nº163 do Conanda.

Já podíamos ter aprendido algo com os erros dos outros sem ter que passar por situação equivalente.


Personagens coloridos, crianças e armas - uma ação do governo

O próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve ser interpretado de forma mais branda. Em 1996, a UNICEF, órgão da Organização das Nações Unidas, em conjunto com o governo dos EUA recorreram ao Superman para educar crianças quanto aos perigos das minas terrestres na Bósnia e Herzegovina. A revista de histórias em quadrinhos foi ferramenta para desenvolvimento da consciência do perigo para aquelas crianças.

A iniciativa foi tão bem sucedida que recebeu novas tiragens e serviu de modelo para outras iniciativas semelhantes na Nicarágua, Honduras e Costa Rica com a publicação de Superman and Wonderwoman: The Hidden Killer em 2010. Uma interpretação mais restritiva do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) inviabilizaria um projeto assim no Brasil. Devemos ter muito cuidado ao apoiar iniciativas estúpidas com aparência de boas intenções.

Mas e agora? O que fazer?

No momento há uma petição pública contra a Resolução nº163, endereçada ao Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente. Você pode acessar clicando em: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR73463

Há também o Projeto de Decreto Legislativo nº1460/14, em análise na Câmara dos Deputados, para a revogação da Resolução nº163. Você pode acessar clicando em: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CONSUMIDOR/470243-PROJETO-CASSA-RESOLUCAO-DO-CONANDA-SOBRE-PROPAGANDA-INFANTIL.html

A pior atitude agora fazer joguinho de empurra, para defender os partidos envolvidos. Essa iniciativa deve ser combatida independentemente de qualquer sigla partidária envolvida. Então não importa se você pensa que é de esquerda, ou de direita, pois está cercado de todos os lados. Assine a petição pública, e apoie o Projeto de Decreto Legislativo nº1460/14!

O que acha? Comente!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Super Censo 2014 - PARTICIPE!!!



A pesquisa deve ficar no ar pelos próximos três meses. Sintam-se à vontade para divulgar em seus canais (blogs, páginas pessoais, etc), pois é pública.

Para entrar em contato com o organizador, basta enviar um e-mail para: jouventania1@gmail.com

Segue a página com as perguntas do censo: https://docs.google.com/forms/d/1Gn2q-3TBJ7j-LYktYz_159Cp0cFM7dEqkP650lxR_2A/viewform

quarta-feira, 26 de março de 2014

O EVENTO “MERCADO DE PULGAS” MUDOU: AGORA SE CHAMA “FESTIVAL GUIA DOS QUADRINHOS”

Mensagem enviada por: oraculo.se@gmail.com

O evento nerd mais divertido do Brasil volta em outubro, agora com
um novo nome, mais atrações e todo um final de semana de duração


Desde seu surgimento, em 2008, o evento Mercado de Pulgas, organizado por Edson Diogo, criador do portal Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com), tornou-se um favorito entre os consumidores de quadrinhos e cultura pop em geral. Não apenas porque em nenhum outro evento do Brasil é possível encontrar raridades como aquelas colocadas à venda pelos expositores, mas também porque é um dos únicos eventos onde os leitores são capazes de conversar, trocar ideias e dar sugestões aos profissionais dos quadrinhos no Brasil, no que já se tornou uma grande reunião de amigos e pessoas que compartilham os mesmos interesses.

Editores da Panini, Abril, Mauricio de Sousa, HQM, JBC, Nova Sampa e várias outras já participaram do evento, assim como desenhistas e roteiristas da Disney; autores dos mais variados quadrinhos nacionais e importados e colecionadores lendários no mercado. O Mercado de Pulgas se tornou um dia dedicado à diversão, troca de ideias e a união de leitores com seus ídolos num mesmo espaço e em pé de igualdade, em um grande clima de camaradagem. Não é à toa que o Mercado de Pulgas já é considerado o evento nerd mais divertido do Brasil.

Mas, em 2014, tudo mudará... para melhor!


Apesar de o nome “Mercado de Pulgas” ter se popularizado entre os fãs de quadrinhos, não trazia nenhuma ligação com o site Guia dos Quadrinhos e causava confusão quando pesquisado na internet, devido à quantidade de eventos com o mesmo nome, mas com foco muito diferente. Desde 2012, o evento também deixou de ser apenas um encontro para compra e venda de quadrinhos e incorporou palestras, sorteios, quizes e paineis de discussão entre suas atrações, o que também fazia um tanto incongruente seu título original. Por isso, a partir deste ano, o Mercado de Pulgas passa a ser chamado de Festival Guia dos Quadrinhos, um nome que representa melhor sua proposta em ser o maior entre os pequenos eventos de quadrinhos e cultura pop do Brasil!

Mas essa não é a única mudança! Para atender a pedidos de expositores e visitantes, este ano o evento será realizado em dois dias: 11 e 12 de outubro. Além do tradicional salão de vendas e trocas de quadrinhos, mangás, DVDs, action figures e outros; o evento trará mais palestras e bate-papos com profissionais, maior participação de artistas nacionais e editoras; sessões de autógrafos; atividades especiais para crianças e um concurso de cosplay organizado pelo tradicional grupo Comics Cosplay BR. Como nas últimas três edições, o evento será realizado na Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana – São Paulo), mas – uma outra novidade – ocupará dois andares do edifício, em vez de apenas um.

Breve, serão divulgadas as palestras, convidados, participantes e outras atrações do evento.

Confira um fotoclipe sobre o último evento: https://www.youtube.com/watch?v=abX9oGAu-f0

Sobre o site Guia dos Quadrinhos: Há 7 anos no ar, o site é o maior banco de dados sobre quadrinhos publicados no Brasil, com mais de 88 mil edições cadastradas e 40 mil membros. O Guia dos Quadrinhos também tem o maior acervo de capas de gibis, com mais de 40 mil imagens.


SERVIÇO:

Festival Guia dos Quadrinhos 2014
Datas: 11 e 12 de Outubro
Local: Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana, a 100 metros do metrô
Organização: Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com)
Contato: festival@guiadosquadrinhos.com
Contate-nos para informações sobre como ser expositor ou patrocinador do evento

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Edital PNBE 2014 para download


O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação já disponibilizou o edital para a convocação de editores para inscrição e seleção de obras de literatura para o PROGRAMA NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA - PNBE 2014. Através deste programa anual o Ministério da Educação adquire diferentes títulos de histórias em quadrinhos.

Segue o link para download:
http://www.fnde.gov.br/arquivos/category/109-editais?download=7721:edital-pnbe-2014



Confira abaixo as histórias em quadrinhos selecionadas pelo PNBE 2013:

01. O Fantasma de Canterville (Companhia Editora Nacional)
02. Dom Casmurro(Ática)
03. O Quinze (Ática)
04. O Ateneu (Ática)
05. A Escrava Isaura (Ática)
06. Otelo(Nemo)
07. Sonho de uma noite de verão (Nemo)
08. Na colônia penal (Quadrinhos na Cia.)
09. Três sombras (Quadrinhos na Cia.)
10. O Eternauta (Martins Editor)
11. 10 anos com Mafalda (Martins Editor)
12. A ilha do tesouro (DCL)
13. Domínio Público 2 (DCL)
14. Hamlet (Record)
15. Orixás – Do Orum ao Ayê (Marco Zero)
16. A Turma do Pererê – Coisas do coração (Globo Livros)
17. O Guarani (Scipione)
18. O Negrinho do Pastoreio (Ygarapé)
19. Nietzsche em HQ (Singular)
20. Leonardinho – Memórias do primeiro malandro (Saraiva)
21. Graphic Chillers – O médico e o monstro (Prumo)
22. Os passarinhos e outros bichos (Balão Editorial)
23. A ilha do tesouro (Salamandra)
24. A terceira margem do rio em graphic novel (Ediouro)
25. Frankenstein em quadrinhos, de Mary Shelley (Peirópolis)
26. Sete histórias de pescaria do seu Vivinho (Abacatte Editorial)
27. A Chegada (SM)
28. Contos de Tchekov (Escala)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

PESQUISA DE MERCADO DE QUADRINHOS FEITO PELO ZAP! HQ

Divulgado por Frank Delmindo em 12 de dezembro de 2012, via Facebook.

Segundo dados obtidos em uma Pesquisa de Mercado de Quadrinhos feito pelo Zap! HQ, interpretei como atributos de uma coletânea de hq´s as seguintes características:

1. GÊNEROS DE HISTÓRIA:
Ação/Aventura: 310 vezes
Ficção Científica: 223 vezes
Suspense: 170 vezes
Fantasia: 167 vezes
Terror: 161 vezes
Comédia: 144 vezes
Policial: 137 vezes
Drama: 90 vezes

2. TIPO DE FORMATO:
Mensais: 33%
Encadernados: 27%

3. VALOR DE UMA REVISTA PERIÓDICA IMPRESSA COM 4 HISTÓRIAS DE 24 PÁGINAS CADA (TOTALIZANDO 96 PÁGINAS DE HISTÓRIA):
86% dos entrevistados pagariam um valor médio de 6 reais;

4. VALOR DE UMA HQ ENCADERNADA IMPRESSA?
65% dos entrevistados pagariam o preço médio de 20 reais em um exemplar encadernado;

5. REVISTA PERIÓDICA IMPRESSA DEVE TER QUAL VOLUME?
41% se interessariam por um volume a partir de 4 hq´s de 24 páginas cada;

6. HISTÓRIAS COM CONTINUAÇÃO AGRADAM A:
40% dos leitores;

7. HISTÓRIAS COM INÍCIO E FIM NA MESMA EDIÇÃO AGRADAM A:
60% dos leitores;

8. HISTÓRIAS CONTINUADAS DEVEM TER ENTRE 2 E 4 CAPÍTULOS PARA:
49% dos leitores;

9. O QUE O LEITOR MAIS GOSTA NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS?
327 pessoas: Tudo. Tão importante pra mim quanto novela é para alguns brasileiros.
265 pessoas: Roteiro, a história faz toda a diferença.
183 pessoas: Escapismo. É bom esquecer os problemas do dia-a-dia. Formato, preço, número de páginas… nada disso importa.
130 pessoas: Desenhos. Uma história boa sem bons desenhos não é nada.
109 pessoas: Acabamento. Gosto de uma edição daquelas que dá orgulho de colocar na estante.

10. O QUE MAIS PESA NO MOMENTO DO LEITOR ESCOLHER QUAL HQ COMPRAR?
O roteirista: 465 vezes
Personagem – sou fã de um determinado personagem: 396 vezes
Preço – o custo/benefício: 392 vezes
Cronologia – gosto de acompanhar mensalmente: 264 vezes
Editora – sou fiel a alguma(s) editora(s): 80 vezes
Distribuição – o quão fácil ou difícil é uma HQ chegar na minha cidade: 78 vezes.

11. 5 ITENS QUE O LEITOR NÃO GOSTA NAS HISTÓRIAS DE SUPER-HERÓIS:
Ter que ler a revista do herói X para entender o herói Y – revistas interligadas: 447 vezes
Megassagas intermináveis: 391 vezes
Personagem morre e ressuscita depois de um tempo: 341 vezes
Uma megassaga depois da outra: 331 vezes
Erros de cronologia: 295 vezes
Retcon: passado remodelado de um personagem – tudo o que você sabia sobre ele não era verdade: 184 vezes
Lançar uma história em capítulos mensais para depois lançar tudo encadernado – se vai lançar tudo junto depois, por que compraria os capítulos?: 166 vezes
Ação de mais, história de menos: 153 vezes
Recontar a origem de um personagem pela milionésima vez: 152 vezes
Personagem onipresente – ele aparece em quase todas as revistas da editora (síndrome de Wolverine): 117 vezes
Realidades alternativas: 107 vezes
Capas variante e/ou especiais (laminadas, por exemplo): 65 vezes
Histórias com viagem no tempo, abrem buracos nos roteiros das histórias seguintes: 61 vezes
Ação de menos, história de mais: 24 vezes

12. SUPER-HERÓIS BRASILEIROS PODEM DAR CERTO?
68% dos entrevistados acreditam ser possível, sim, a edição e sucesso de super-heróis brasileiros;

13. QUAL É O MAIOR PROBLEMA PARA A EXISTÊNCIA DE UM MERCADO PARA SUPER-HERÓIS NACIONAIS?
Não temos bons roteiristas – 18%;
Cultura local que não dá a sensação de que super-heróis sejam críveis – 27%;
Ausência de uma fórmula própria para este gênero – 14%;
Falta de fé dos editores brasileiros – 11%;
Concorrência injusta com material estrangeiro republicado aqui, muito mais barato e de alta qualidade – 15%;
Falta de marketing e administração, motivos do fracasso histórico – 11%;

14. ATÉ QUANTO PAGARIA POR HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DIGITAIS?
75% dos pesquisados pagaria 1 real por hq digital de 24 páginas;

15. QUAL É SUA FORMA PREFERIDA DE PAGAMENTO DOS QUADRINHOS DIGITAIS?
61% pagariam com boleto;
28% pagariam com cartão de crédito;

16. O LEITOR COMPRARIA A MESMA HQ TANTO NA VERSÃO IMPRESSA QUANTO NA VERSÃO DIGITAL?
54% comprariam apenas a versão impressa;
36% comprariam a versão digital, primeiramente;

17. QUAL A FORMA PREFERIDA DE LEITURA DE HQ´S DIGITAIS?
73% preferem fazer download do arquivo para posse particular;

18. QUAL É O MELHOR MEIO DE LER HQ´S DIGITAIS:
67% em computador, pc´s ou notebooks;

PS: Muitas divisões foram por mim aglutinadas, claro, ao meu bel prazer.
PS II: Também pulei vários tópicos, indo direto ao que me interessava. Perdões mil!

Dados disponíveis, para quem quiser interpretá-los ou lhes atribuir novas significâncias, em:

http://zaphq.wordpress.com/2011/12/15/pesquisa-de-mercado-de-quadrinhos-resultado-parte-1/
http://zaphq.wordpress.com/2011/12/15/pesquisa-de-mercado-de-quadrinhos-resultado-parte-2/
http://zaphq.wordpress.com/2011/12/15/pesquisa-de-mercado-de-quadrinhos-resultado-parte-final/

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Relato sobre quadrinhos no México

Segue uma livre tradução de trechos do texto encontrado originalmente em: http://www.henryjenkins.org/2007/05/ghetto_libretto.html; escrito por Henry Jenkins em maio de 2007. O autor fala de sua experiência com quadrinhos mexicanos, revelando certa segregação cultural que pode ser ainda mais interessante que a própria realidade editorial brasileira. Os Sensacionales são curiosos por sua variedade de títulos e por atingirem altas tiragens - ainda que segregados. Vale a pena estudar mais sobre o tema.

"Libretos Gueto (ou "sensacionales" como são conhecidos no México) são lidos apenas pela classe operária mexicana."
(...)
"...o reino dos Libretos Gueto é provavelmente um grande negócio, pois existem zilhões de títulos diferentes que são impressos em tiragens de 200 mil exemplares a cada semana."
(...)
"Os Libretto Ghetto são distribuídos semanalmente através das bancas de jornal mexicanas e se destacam por seu pequeno formato, forma barata de entretenimento para a classe operária do sexo masculino mexicana. Alguns deles são destinados para o leitor do sexo feminino, e focam mais o melodrama do que as representações de sexo. Hoje, ocorre que os únicos quadrinhos disponíveis no México para as crianças são os comic books importados do norte. Não costumava ser assim."
(...)
"A principal diferença dos Librettos Ghettos com outras expressões da cultura popular mexicana é a experiência de segregação. Isto tem início a partir do fato de que os comic books, em geral, já são um meio segregado no México. Eles são algo do qual as pessoas não demonstram estar orgulhosas de ler."
(...)
"Os Libretto Ghetto incorporam quase todos os problemas sociais que você pode pensar, mas de uma forma muito superficial, não oferecendo nenhuma sugestão para a possibilidade de realmente lidar com eles. Corrupção institucional, a violência doméstica, a segregação social, e exploração de mulheres são temas expostos como dispositivos de roteiro que justificam os comportamentos erráticos de seus personagens. Talvez a razão, pela qual os Libretto Ghetto são rejeitados pelo resto da sociedade mexicana, pode ser explicada pelo fato de seus heróis representarem as pessoas que ninguém quer ser: crianças de rua, prostitutas, camponeses, funcionários, taxistas, policiais e pessoas da classe operária."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Meu Herói agora é selo editorial

A página Meu Herói, capitaneada pelo publicitário Elenildo Lopes, está on-line desde 2008, sempre divulgando profissionais e personagens dos quadrinhos nacionais e assuntos de cultura pop em geral.

Recentemente a atividade se desdobrou em assumir um papel ativista em torno da defesa dos autores de quadrinhos nacionais, indo além das notícias e entrevistas. Assim nasceu o movimento DQB (Democracia ao Quadrinho Brasileiro), em favor da produção voltada para a nona arte de origem brasileira. O movimento tem debatido a busca por novas formas de promover, incentivar e divulgar o quadrinho nacional.

Desenvolve também um trabalho de parceria junto a ACB - Associação dos Cartunistas do Brasil, com objetivo de desenvolver estudos para a ampliação do mercado de trabalho e valorização dos profissionais da área.


A novidade agora fica por conta do lançamento da primeira revista lançada pelo selo Meu Herói! O título Capitão R.E.D. conta com roteiro e arte do próprio editor e desenhos de Antonio Lima (conhecido no meio pelo pseudônimo de A-Lima). Capitão R.E.D. será uma série apresentando a história de um oficial da Polícia Especial, com a intenção de seguir a mesma linha do filme Tropa de Elite.

A previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2012! A publicação terá o chamado formato americano, com aproximadamente 35 páginas de conteúdo, e capa colorida. Terá uma tiragem impressa limitada, com miolo em preto e branco, e outra totalmente colorida, mas em formato digital.

Acompanhe: http://www.meuheroi.com.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Guia dos Quadrinhos promove a votação dos Melhores e Piores do ano


A eleição é feita por leitores e colecionadores que selecionam o que mais gostaram ou não no ano anterior.

Segundo informa o Guia dos Quadrinhos, 2011 foi o ano em que mais se publicaram títulos de HQ's no Brasil. Foram mais de 650 títulos, somando quase 1800 edições. Só em novembro foram às bancas e livrarias, 211 gibis.

O processo de votação é bem simples. Basta entrar com seu login e senha nesta página:
www.guiadosquadrinhos.com/votacao2012.aspx

"Não é preciso votar em todos os títulos. Vote somente nos títulos que você leu." - informa Edson Diogo, responsável pela divulgação das informações.

Os gêneros são atribuídos pelos próprios usuários do site, no momento que os títulos são cadastrados.

Os votos podem ser alterados até o último dia da votação, caso mude de ideia. A votação ficará no ar até 5 de fevereiro e no dia 13 sairá o resultado.
Não deixe de participar!


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Gostei muito da iniciativa da eleição, mas fiquei com a impressão de que a votação pode ter sido em parte para as capas e títulos de revistas não lidas, devido aos resultados.

Fica a sugestão de, em uma próxima edição, o eleitor poder marcar se a edição votada foi realmente lida ou não. Também não acho interessante o leitor poder atribuir os gêneros dos títulos votados, pois acredito que tumultue a votação mascarando o verdadeiro resultado em algumas áreas da votação.

A primeira edição teve um total de 2691 participantes, que emitiram 37.557 votos. A última observação que faço sobre o pleito é que o número de votos não aparece ao lado do resultado da votação. Assim ficamos sem saber o quanto os "Melhores" títulos são realmente populares ou o quanto os "Piores" são verdadeiramente conhecidos. Pois, como afirmei acima, a impressão que o resultado passa é a de que muitos títulos foram votados por quem não os leu de verdade.

O Guia dos Quadrinhos está se firmando como excelente fonte de informação! A iniciativa é recente, está entrando em sua segunda edição e acredito que a tendência seja evoluir a cada pleito em busca de resultados que melhor espelhem a realidade em torno das edições divulgadas.

Veja o resultado da votação para 2010: http://www.guiadosquadrinhos.com/blog/post/2011/02/16/Resultado-da-votacao-das-melhores-e-piores-HQs-de-2010.aspx

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pesquisa Guia dos Quadrinhos

A página Guia dos Quadrinhos organizou uma pesquisa entre seus usuários que revela o perfil dos participantes e suas preferências em relação ao mercado de quadrinhos no Brasil. "Foram 852 participantes (amostra), em um universo de quase 20 mil integrantes", é o que revela o divulgador Edson Diogo.

A pesquisa possui seus resultados apresentados em forma de gráficos revelando informações como quanto os usuários do site costumam gastar por mês com gibis, os gêneros preferidos dos leitores, sua faixa etária, entre outros.

Dez participantes da votação foram sorteados e vão receber álbuns de quadrinhos como prêmio!

Veja a página com resultados da pesquisa:

Parte I - http://www.guiadosquadrinhos.com/blog/post/2011/10/19/Pesquisa-Guia-dos-Quadrinhos-Parte-I.aspx

Parte II - http://www.guiadosquadrinhos.com/blog/post/2011/11/16/Pesquisa-Guia-dos-Quadrinhos-Parte-II.aspx

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ProAC (Programa de Ação Cultural)

A Lei nº 12.268 de 20/02/06 instituiu o Programa de Ação Cultural, que incentiva a produção de histórias em quadrinhos. São selecionando dez trabalhos em cada edição, e os autores recebem R$ 25 mil cada um para produzir sua obra.

São objetivos do Programa de Ação Cultural:
• Apoiar e patrocinar a renovação, o intercâmbio, a divulgação e a produção artística e cultural no Estado;
• Preservar e difundir o patrimônio cultural material e imaterial do Estado;
• Apoiar pesquisas e projetos de formação cultural, bem como a diversidade cultural;
• Apoiar e patrocinar a preservação e a expansão dos espaços de circulação da produção cultural.

O Programa de Ação Cultural é dividido em duas formas de apoio:
1. Editais/Concursos: apoio por meio da seleção pública de projetos cuja premiação é proveniente de recursos orçamentários da Secretaria de Estado da Cultura;
2. Incentivo Fiscal (ICMS): apoio por meio de patrocí­nio(s) de contribuintes habilitados do ICMS a projetos previamente aprovados pela Secretaria de Estado da Cultura.

Programa de Ação Cultural
Secretaria de Estado da Cultura
Rua Mauá, 51 - Luz - CEP: 01028-900 - São Paulo - SP
Contatos:
(11) 2627-8268
(11) 2627-8145

Veja a Lei nº 12.268/06 na íntegra: http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/Incentivo%20a%20Cultura/Lei_12268-06_Incentivo_Cultura.pdf

Sobre o ProAC: http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.71b090bd301a70e06d006810ca60c1a0/?vgnextoid=9daf3063b740b110VgnVCM100000ac061c0aRCRD&idNoticia=c33e79aac0300110VgnVCM1000004c03c80a____

Licenciamento - Licensing Brasil Meeting 2011: 27 e 28 de setembro

Informação vista em: EMT - Divulgação - http://editoraemt.blogspot.com

Evento de licenciamento gera alta expectativa em negócios para o País. Só no ano passado, o setor movimentou R$ 4,2 bi.

Com o notório crescimento do mercado de licenciamento, a empresária Marici Ferreira realiza em São Paulo a quarta edição do Licensing Brasil Meeting. O encontro será realizado no Centro Fecomercio de Eventos, São Paulo, nos dias 27 e 28 de setembro.

Aberta à visitação de profissionais envolvidos com o setor de licenciamento, envolvendo aproximadamente 30 agências licenciadoras e empresas licenciadas, a expectativa é de que a feira receba cerca de 900 visitantes por dia em um espaço de 1.000 m².

O público terá a oportunidade de estudar e conhecer dados mais abrangentes sobre o setor brasileiro, que cresce mais que o chinês e o indiano, devido a sua melhor infraestrutura de varejo. De acordo com a pesquisa realizada pela revista especializada Licensing Brasil, o retorno de investimento no licenciamento é positivo para 72,7% das empresas atuantes neste segmento. Além disso, o Brasil representa o maior mercado de vendas de produtos licenciados entre o Bric’s (Brasil, Rússia, Índia e China).

Premiação inédita

Nesta edição, haverá também uma grande novidade: o Prêmio Licensing Brasil. A homenagem ocorrerá às 20h, no dia 27 de setembro e reconhecerá os 18 Melhores do Ano, em diversas categorias. É importante ressaltar que a empresa responsável pela pesquisa é a Destaque Business Research e o resultado corresponde ao período de junho de 2010 a maio de 2011. Fonte e texto: http://www.licensingbrasil.com.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE)


PNBE 2012 - 7 títulos de quadrinhos:

01 •Drácula (Companhia Editora Nacional)
02 •Frankenstein (Companhia Editora Nacional)
03 •Turma da Mônica - Romeu e Julieta (Panini)
04 •Bando de Dois (Zarabatana)
05 •O Ratinho se Veste (Companhia das Letrinhas)
06 •Aya de Yopougon (L&PM)
07 •365 Dias na Mata do Fundão (Ed. Globo)

A informação, divulgada pelo jornalista Paulo Ramos em 23/12/10, é que cada compra varia entre 15 mil e 48 mil exemplares, e os títulos são selecionados conforme coordenação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Clique aqui e veja mais quadrinhos em edições anteriores do PNBE.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Perguntas ao MobiComics

A MobiComics se apresenta como "o novo jeito de ler seus quadrinhos".

Enviei algumas perguntas sobre a publicação de quadrinhos pelo MobiComics para o email: contato@mobian.com.br. As respostas vieram rápido, dia 05 de setembro, por Leandro Alves. Talvez o conteúdo das respostas sejam do interesse de outros autores independentes, daí a iniciativa em dividir a informação. Segue a conversa:

1- Gostaria de saber exatamente, e, se possível em detalhes, quais são os passos para se publicar quadrinhos no MobiComics?

Leandro Alves: Para publicar na MobiComics, você deve enviar uma prévia do trabalho para avaliação. O material da prévia deve conter o conteúdo completo da obra. Pode ser enviado em baixa qualidade, pois a finalidade é avaliar o conteúdo da obra. Sendo aprovada, enviamos um contrato para publicação da obra. Neste momento, solicitaremos o envio de cada uma das páginas em formato JPG, 72dpi em um temanho que se encaixe em 2048x2048 (1536x2048, por exemplo).

2- Gostaria de saber também se há alguma forma de remuneração por essa publicação de quadrinhos no MobiComics?

Leandro Alves: Sim. O autor da obra fica com 25% do preço de capa. A Apple fica com 30% (este valor é fixo para qualquer aplicativo ou conteúdo vendido na Apple Store) e a MobiComics fica com os 45% restantes.

3- Se houver, como funciona essa remuneração? Como é feita?

Leandro Alves: O autor recebe um login e senha para acompanhar as vendas. Sempre que o valor acumulado atingir R$100,00, fazemos um depósito na conta informada no contrato.

4- Gostaria de saber se há algum gênero sobre o qual vocês tenham preferência, ou se há algum gênero que não seja aceito?

Leandro Alves: Não temos preferência por nenhum gênero.

5- Gostaria de saber se há algum tipo de limitação ou censura?

Leandro Alves: Sim, pois a Apple tem a palavra final em questão de veto. Não podemos garantir que uma HQ que tenha nudez será publicada, por exemplo. Porém não quer dizer que a HQ será automaticamente reprovada.

6- Há algum critério para seleção dos trabalhos a serem publicados no MobiComics?

Leandro Alves: Sim, o comitê editorial avalia os quadrinhos com base no roteiro adequação ao gênero e qualidade gráfica.

7- Quem exatamente é o responsável pela publicação de quadrinhos no MobiComics? Quem é o editor? Quem seleciona os trabalhos a serem publicados?

Leandro Alves: Temos um comitê avaliador e nem sempre todos irão avaliar a obra. Normalmente a obra é avaliada por uma ou duas pessoas deste comitê.

8- Gostaria de saber se há algum tipo de contrato para publicação de quadrinhos no MobiComics?

Leandro Alves: Sim.

9 - Há algum prazo para a permanência dos quadrinhos no MobiComics?

Leandro Alves: Sim, o prazo é de 3 anos.

10 - É exigida exclusividade para publicação de quadrinhos no MobiComics?

Leandro Alves: Sim, porém só exigimos a exclusividade digital. Nada impede de você comercializar a sua HQ impressa.

11- Como o material deve ser enviado? 300dpi? JPG? TIFF? Há dimensões específicas para o material digital?

Leandro Alves: Cada página deve ser um JPG 72dpi que caiba no formato 2048x2048. Uma página A4, por exemplo, fica num formato próximo a 1536x2048.

12- Para onde o material deve ser enviado? Há um endereço para se enviar um CD contendo o material a ser publicado?

Leandro Alves: O material pode ser enviado zipado, por email. O email é contato@mobicomics.com.br Caso prefira enviar por CD, pode ser enviado para Avenida Francisco Deslandes, 971 sala 809 CEP 30310-530, Belo Horizonte, MG.

13- Em que línguas os quadrinhos são publicados?

Leandro Alves: Em qualquer língua, porém, atualmente, só publicamos na língua enviada pelo autor.

14- Havendo remuneração, o mesmo material em duas línguas diferentes aciona duas remunerações distintas?

Leandro Alves: Sim, a remuneração é por exemplar vendido, independente da língua.

domingo, 21 de agosto de 2011

Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE)


Desde o ano de 2006 o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) inclui as histórias em quadrinhos em seus editais para compra de livros. Os títulos são destinados à formação do acervo das bibliotecas de escolas públicas em todo território nacional. A compra ocorre como meio de estimulo para que as editoras invistam neste gênero. O dinheiro para a compra sai do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Ministério da Educação já adquiriu 80 títulos diferentes em quadrinhos, em volumes que superam as vendas alcançadas em bancas ou livrarias (assim informam algumas páginas na internet). Nos últimos anos, a tiragem média de cada livro foi de 30 mil exemplares. São distribuídos em escolas que atendem alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, e escolas que atendem alunos da educação de jovens e adultos - etapas do ensino fundamental e do ensino médio.

O último edital permitiu a participação no processo de inscrição e avaliação obras de literatura em forma de histórias em quadrinhos, atendendo as especificações das categorias 3 e 4 do mesmo edital.

As obras deverão estar adequadas às faixas etárias e aos interesses das crianças da
educação infantil, do ensino fundamental e de jovens, adultos e idosos da EJA. A avaliação recairá sobre os aspectos: qualidade do texto; adequação temática; e projeto gráfico - levando-se consideração o critério da relação entre texto e imagem e as possibilidades de leitura das narrativas visuais.

- O último edital pode ser baixado em:

http://www.fnde.gov.br/index.php/arq-biblioteca-da-escola/5244-editalpnbe2012/download

- Confira a relação das 300 obras do PNBE 2011:

http://www.fnde.gov.br/index.php/arq-biblioteca-da-escola/4814-pnbe2011listaobrasselecionadas/download

PNBE 2006 - 10 títulos de quadrinhos:

01. •A Metamorfose (Conrad)
02. •Na Prisão, de Kazuichi Hanawa (Conrad)
03. •Níquel Náusea – Nem Tudo Que Balança Cai (Devir)
04. •O Nome do Jogo (Devir)
05. •Pau Pra Toda Obra (Devir)
06. •Asterix e Cleópatra (Record)
07. •Dom Quixote em Quadrinhos, de Antônio Carlos Tironi Galhardo (Peirópolis)
08. •Santô e os Pais da Aviação, de Kazuichi Hanawa (Companhia das Letras)
09. •Toda Mafalda, de Quiño (Martins Fontes)
10. •A Turma do Pererê – As Gentilezas (Salamandra)

PNBE 2007 - 8 títulos de quadrinhos:

11. •25 Anos do Menino Maluquinho, de Ziraldo (editora Globo)
12. •Courtney Crumrin e As Criaturas da Noite, de Ted Naifeh (editora Devir)
13. •Hans Staden: Um aventureiro no novo mundo, de Jô Oliveira (editora Conrad)
14. •Os Lusíadas em Quadrinhos, de Fido Nesti (editora Peirópolis)
15. •Pequeno Vampiro vai à Escola, de Joann Sfar (Jorge Zahar)
16. •Rei Arthur e os Cavaleiro das Távola Redonda, de Marcia Williams (editora Ática)
17. •Xaxado Ano 2, de Antonio Cedraz (independente)
18. •Os Lobos Dentro das Paredes, de Neil Gaiman e Dave McKean (Rocco)

PNBE 2008 - 9 títulos de quadrinhos:

19. •Turma do Xaxado - Volume 2, de Antonio Cedraz (Editorz Cedraz);
20. •Hans Staden - Um Aventureiro no Novo Mundo, de Jô Oliveira (Conrad);
21. •Courtney Crumrin & As Criaturas da Noite, de Ted Naifeh (Devir);
22. •Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, Marcia Williams (Ática);
23. •Mitos Gregos: o vôo de Ícaro e outras lendas, Marcia Williams (Ática);
24. •Os Lusíadas em Quadrinhos, de Fido Nesti (Peirópolis);
25. •25 Anos do Menino Maluquinho, de Ziraldo (Globo);
26. •Pequeno Vampiro vai à Escola, de Joann Sfar (Jorge Zahar)
27. •Os Lobos dentro das paredes, escrito por Neil Gaiman e desenhado por Dave McKean (Rocco)

PNBE 2009 - 19 títulos de quadrinhos:

ENSINO FUNDAMENTAL:
28. •A História do Mundo em Quadrinhos – A Europa Medieval e os Invasores do Oriente, de Larry Gonick (Agir)
29. •Oliver Twist, adaptado por John Malan (Companhia Editora Nacional)
30. •Luluzinha Vai às Compras, de John Stanley (Devir)
31. •Níquel Náusea – Tédio no Chiqueiro, de Fernando Gonsales (Devir)
32. •Suriá – A Garota do Circo, de Laerte (Devir)
33. •A Turma do Pererê – As manias de Tininin, de Ziraldo (Globo)
34. •Maluquinho por Arte – Histórias em Que a Turma Pinta e Borda, de Ziraldo (Globo)
35. •O Beijo no Asfalto, de Arnaldo Branco e Gabriel Góes (Nova Fronteira)
36. •Asterix e a Volta às Aulas, de René Gosciny e Albert Uderzo (Record)
37. •Asterix nos Jogos Olímpicos, de René Gosciny e Albert Uderzo (Record)
38. •D. João Carioca, de Spacca e Lilian Moritz Schwartz (Companhia das Letras)
39. •A Volta da Graúna, de Henfil (Geração Editorial)
40. •Deus Segundo Laerte, de Laerte (Olho D´Água)
41. •10 Pãezinhos – Meu Coração Não Sei Por Quê, de Gabriel Bá e Fábio Moon (Via Lettera)

ENSINO MÉDIO:
42. •O Alienista, de Gabriel Bá e Fábio Moon (Agir)
43. •Domínio Público – Literatura em Quadrinhos (vários autores; DCL)
44. •A Força da Vida, de Will Eisner (Devir)
45. •O Sonhador, de Will Eisner (Devir)
46. •Um Contrato com Deus, de Will Eisner (Devir)

PNBE 2010 - 9 títulos de quadrinhos:

ENSINO FUNDAMENTAL:
47. •Os Pequenos Guardiões, de David Petersen (Conrad)
48. •Grande Junim – Histórias do Maior Baixinho da Turma do Menino Maluquinho, de Ziraldo (Globo)
49. •Mutts – Os Vira-Latas, de Patrick McDonnell (Devir)
50. •Usagi Yojimbo – Daisho, de Stan Sakai (Devir)

ENSINO MÉDIO:
51. •Desista!, de Peter Kuper (Conrad)
52. •Estórias Gerais, de Wellington Srbek e Flávio Colin (Conrad)
53. •Memórias de um Sargento de Milícias, de Lailson de Holanda Cavalcanti (IBEP/Companhia Editora Nacional)
54. •Pequeno Príncipe em Quadrinhos, de Joann Sfar (Agir)
55. •Pequenos Milagres, de Will Eisner (Devir)

PNBE 2011 - 29 títulos de quadrinhos:

56. •O Cortiço (Ática)
57. •O Guarani (Ática)
58. •Os Brasileiros (Conrad)
59. O Guarani (Cortez)
60. •Palmares - A Luta pela Liberdade (Cortez)
61. •Marcelino Pedregulho (CosacNaify)
62. •O Curioso Caso de Benjamin Button (Ediouro)
63. •O Triste Fim de Policarpo Quaresma (Ediouro)
64. •25 anos do Menino Maluquinho (Globo)
65. •Diário da Julieta: As histórias mais secretas da menina maluquinha (Globo)
66. •Maluquinho por futebol: As histórias mais malucas sobre a maior paixão do Brasil (Globo)
67. •Necronauta - Volume 1: O soldado assombrado e outras histórias (HQManiacs)
68. •Zoo (HQManiacs)
69. •Peanuts Completo: 1950 a 1952 (L&PM)
70. •Memórias de um Sargento de Milícias (Novo Continente)
71. •Bidu 50 anos (Panini)
72. •Demolidor: O Homem sem Medo (Panini)
73. •MSP50: Mauricio de Sousa por 50 artistas (Panini)
74. •Retalhos (Quadrinhos na Cia.)
75. •A Busca (Quadrinhos na Cia.)
76. •Persépolis (Quadrinhos na Cia.)
77. •O Aniversário de Asterix e Obelix - O Livro de Ouro (Record)
78. •O Quilombo Orum Aiê (Record)
79. •Frankestein (Salamandra)
80. •Robinson Crusoé (Salamandra)
81. •A Volta do Fradim (Geração Editorial)
82. •Causos de Assombramento em Quadrinhos (Jujuba/Frase efeito estúdio)
83. •Moby Dick (DCL Editora)
84. •O pagador de promessas (Vida Melhor Editora)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dados sobre mercado de quadrinhos no Brasil - II



O I Festival de HQ e Universo Fantástico ocorreu em Campinas durante os dias 21, 22 e 23 do mês de setembro de 2001. Uma pesquisa foi realizada sob supervisão do professor Victor Trujillo, da Esamc, revelando informações sobre o mercado de quadrinhos do Brasil na época.

O texto abaixo é uma reprodução do conteúdo originalmente publicado em: http://www.mundohq.com.br/site/detalhes.php?tipo=19

O leitor brazuca de HQ é assim:

Muito se especula sobre o leitor brasileiro de quadrinhos, mas até o momento ninguém sabia como ele era. Ou pelo menos, se alguém sabia - suspeita-se que algumas editoras tenham pesquisado o mercado, apesar de nunca terem divulgado nada - não contava nada pra ninguém. Um trabalho pioneiro realizado por alunos da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), no entanto, revela pela primeira vez o perfil do atual leitor de quadrinhos do Brasil. Alguns dados não surpreendem: a maioria dos leitores, por exemplo, é do sexo masculino (85%). Já outros revelam um leitor diferenciado: a maioria já completou o segundo grau (52%), outros 25% têm curso universitário e 3,7% dos leitores fazem ou já fizeram pós-graduação. E mais: 61% dos leitores preocupam-se com o português das HQs, sendo que 8,1% começaram a ler gibis como parte do processo de alfabetização, e 51% dos leitores lêem histórias em outras línguas.

A pesquisa foi realizada sob supervisão do professor Victor Trujillo, da Esamc, durante o I Festival de HQ e Universo Fantástico, que reuniu em Campinas, no mês de setembro, cerca de 3 mil fãs de todo o Brasil. Os dados foram colhidos e analisados pelos alunos Adriana Mesquita, Fernanda Segala, Francisco Lima, Maria Carolina Giacomelli e Rodolfo Scachetti, do curso de Comunicação Social. "Na opinião do grupo, essa pesquisa derruba o mito de que histórias em quadrinhos são de interesse exclusivo de crianças e adolescentes. Ela mostra a representatividade do público adulto, que lê quadrinhos há muito tempo, logo conhece do assunto e quer ser tratado diferenciadamente", ressalta Adriana.

Confira abaixo os principais dados da pesquisa:

QUEM É O VERDADEIRO LEITOR?

Os dados obtidos com a pesquisa (através da amostra analisada) mostraram que este universo é composto por sua maioria masculina - 85,1%.
Masculino -85,1%
Feminino - 14,8%
São pessoas com um bom grau de escolaridade - 28,8% possuem acima do 3º grau.
1º grau - 18,5%
2º grau - 52,5%
3º grau - 25,1%
Pós-Graduação - 3,7%

A ALTA QUALIFICAÇÃO DOS LEITORES MOSTRA O MOTIVO PELO QUAL 61,4% DOS ENTREVISTADOS SE PREOCUPAM E OBSERVAM A LINGUAGEM UTILIZADA NAS HISTÓRIAS

Observa o português utilizado nas histórias?

Sim - 61,4%
Não - 38,5%

51,1% lêem quadrinhos em outras línguas (entre elas estão o inglês, espanhol, francês, japonês e o italiano).

Mais de 50% do universo pesquisado acredita que o contato com a tecnologia moderna -
internet e video-game - acabam por influenciar o consumo de HQ e 40,7% já lêem HQ´s on-line; porém 17% não as consideram uma verdadeira HQ, pois acreditam na forma conservadora das mesmas - revistas impressas.

Qual a sua opinião sobre HQ´s on-line?

Interessante - 41,4%
Desinteressante - 20,7%
Inovador- 20%
Não é HQ - 23%

AS CAMPEÃS DA PREFERÊNCIA...

As campeãs da preferência do consumidor são as histórias mais antigas

Prefere histórias antigas ou recentes?

Antigas - 40%
Recentes - 28,8%
Ambas - 31,1%

Para complementar ainda mais estes dados, quando foi perguntado sobre as três histórias preferidas, as grandes vencedoras foram Homem-Aranha e Batman.

OS PRIMEIROS CONTATOS COM AS HQ´S...

Aproximadamente 8% do público consumidor de HQ´s tiveram seu primeiro contato com o produto a partir da alfabetização e 19,2% foram influenciados por Desenhos Animados e Filmes.


O que te levou a começar a ler HQ´s?


Influência de outras pessoas - 27,5%
Desenhos Tv/ Fimes - 19,5%
Alfabetização - 8,1%
Interesse pessoal - 14,8%
Passatempo - 3,7%
Não sabe - 5,1%
Outros - 31,8%

O envolvimento com as HQ´s pelo seu público consumidor é grande e 42% acreditam que as HQ influenciam na formação de sua opinião. Outros 34% responderam que as HQ´s chegam a influenciar na vida social.

QUANTO GASTA O LEITOR DE HQ´s?

Ao contrário do que se imaginava, o público consumidor de HQ´s não sai por aí comprando centenas de revistas e também não paga muito pelos exemplares - 46,6% pagou no máximo R$ 10,00 por um exemplar e apenas 6,6% chegaram a pagar mais de R$ 50,00.

Qual o máximo já pago por um exemplar?

até R$10,00 - 46,6%
R$11,00 a R$20,00 - 14%
R$21,00 a R$30,00 - 10,3%
R$31,00 a R$50,00 - 10,3%
Mais de R$50,00 - 6,6%
Não sabe - 7,4%

COLECIONADORES X CONSUMIDORES

Entre as pessoas que fazem coleção, 31,6% possuem até 50 exemplares, o que não é muito se levarmos em consideração que 28,1% gastam aproximadamente 30 minutos por dia lendo suas HQ´s.

HÁBITOS DE COMPRA

Percebe-se que a periodicidade da compra é relacionada com a publicação da revista favorita: há uma grande fidelidade do leitor, demonstrada pelo fato de que 42,2% dos entrevistados compram mensalmente as revistas e 22,2% semanalmente. Mesmo assim, os leitores não compram tantas revistas quanto se imagina: 58,5% dos entrevistados compram até 5 revistas por mês. No entanto, temos que 45,1% dos participantes da pesquisa lêem até 5 revistas por mês, o que pode demonstrar tanto um hábito de releitura quanto o de trocas de revistas entre leitores.

Quantas lê por mês?

1 a 5 revistas - 45,1%
6 a 10 revistas - 26,6%
11-15 revistas - 5,1%
Mais de 15 revistas - 17,7%
Não sabe - 8,1%

O PERFIL ECONÔMICO

77,3% dos consumidores que participaram da pesquisa estão situados entre as classes A1 e B2 (segundo a classificação do Critério Brasil)

A1- 5,1%
A2 - 21,4%
B1 - 24,4%
B2 - 26,6%
C - 18,5%
D - 3,7

Porém isso não impede que 80,7% de toda a amostra acreditem que o preço do produto influencie muito o ato da compra e 48,1% achem que o preço das HQ´s está alto.

O que acha do preço das hq´s?

Caros - 48,1%
Bons - 39,2%
Baratos - 27,4%

O FUTURO DO MERCADO DE HQ´s

Para seus leitores o mercado de HQ está em expansão, mesmo assim 10,3% acham que os títulos existentes atualmente são fracos e 7,4% que devem ter o roteiro melhorado.

O que acha que falta ou gostaria que tivesse no mercado de HQ´s?

Está satisfeito - 14,8%
Maior variedade - 14%
Preços mais acessíveis - 5,9%
Espaço para novos desenhistas - 4,4%
Segmentação de mercado - 4,4%
Mais títulos nacionais - 9,6%
Mais publicação de importados - 4,4 %
Não sabe- 5,9%
Outros - 34%

QUEREM DE VOLTA

Entre os leitores mais antigos que já presenciaram várias fases das HQ´s e vários títulos que surgiram e desapareceram, 48,8% gostaria que alguma HQ em específica voltasse a ser publicada. As mais pedidas foram Gen 13, Akira e Lobo Solitário.

Por fim, 66,6% dos leitores gostam de ler HQ´s raras e 70,3% são influenciados pela qualidade gráfico-material das revistas. Na opinião dos mesmos, a revista de melhor qualidade gráfica, hoje, é a Spawn, seguida pela Linha Premium da Abril, em especial a revista X-Men.

Veja mais em: Dados sobre mercado de quadrinhos no Brasil
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