quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Dia do Super-Herói Brasileiro 2021 - Votação Popular

Vídeo de agradecimento pela votação popular durante a segunda edição da premiação Dia do Super-Herói Brasileiro. Lagarto Negro levou a homenagem de 2021 na categoria "Super-herói Brasileiro do Ano" .

O evento ocorreu dia 24 de outubro, em edição virtual devido a pandemia do novo coronavírus. O objetivo da premiação é ampliar a divulgação e o consumo do gênero no Brasil.

O vencedor do Júri Técnico, na mesma categoria, foi a Velta, do Emir Ribeiro, parabéns também!

Página oficial do evento:
http://www.meuheroi.com.br/diadosuperheroibrasileiro/index.php/about/segunda-edicao

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O Homem-Aranha brasileiro de 1939

A Gazetinha foi um suplemento do jornal A Gazeta que circulou em São Paulo entre setembro de 1929 até março de 1940, antes de se tornar A Gazeta Juvenil. Os editores do suplemento apostavam em séries brasileiras como conteúdo exclusivo. Era um diferencial. Algumas das séries originais eram simples adaptações de romances como Os Três Mosqueteiros ou O Conde de Montes Cristo. Outras eram novelas com vilões terríveis, como O Homem-Elétrico, ou A Garra Cinzenta. Ocorre que algumas das séries estavam moldadas em conformidade com recém surgidos super-heróis norte-americanos.

Ainda que se tente evitar a discussão em torno do surgimento extemporâneo dos super-heróis brasileiros da revista O Tico-Tico, não há dúvida de que alguns dos personagens da Gazetinha estavam definitivamente dentro dos parâmetros definidos para o gênero. Em destaque, aqui, o Homem-Aranha da Gazetinha! Ele é Ogon II, o Rei deposto da raça dos homens-aranha, descritos como ágeis, que vivem em um local fantástico nos confins do Estado do Mato-Grosso.

Estão ali as luvas, cueca por cima das calças, e um símbolo estampado no peito. Ogon II não é um vilão, é o protagonista da aventura. Conduz a ação. Em certo momento, abre mão do seu direito para ajudar a salvar o repórter Edy e o Capitão X - um coadjuvante com identidade secreta. Ao grupo, se únem ainda um feiticeiro e uma poderosa mulher selvagem. Infelizmente a série não sobreveio ao fim da Gazetinha e restou incompleta após inaugurar uma aventura extraordiária com direito a dinossauros, foguetes, fugas, traições e batalhas.

Agradecimentos ao autor Rod Gonzalez pela informação!

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Codex A Garra Cinzenta – Verdades e Especulações

"Uma série de crimes mysteriosos vem ocorrendo na cidade. O inspetor Higgins é incumbido da pesquisa e, a principio, sente-se desnorteado ante a tactica do bandido intangivel. Depois, firma-se e inicia uma offenciva. O criminoso, que se apresenta sob um disfarce terrificante e dispõe de recursos quasi sobrenaturais, apaga sempre todas as pistas, difficultando a investigação. A policia suspeita de várias pessoas, mas estas possuem alibis irrefutaveis. Afinal... a noticia chocante explode como uma caldeira: o "Garra Cinzenta" é..." - o texto introdutário presente na publicidade que chama o leitor para comprar a edição compilada já deixa claro que o vilão é "O Garra Cinzenta" e que "A Garra Cinzenta" é o título da obra, se referindo às luvas que dão nome ao personagem. Encerrada a tolice de quem insiste no inverso, seguimos adiante.

A Garra Cinzenta é uma novela gráfica de terror produzida em linguagem moderna de quadrinhos e publicada em capítulos no periódico A Gazetinha entre os anos de 1937 e 1940. Em maio de 1977, a editora RGE reacendeu o interesse dos leitores pelo personagem título ao publicar 52 páginas da HQ na revista Almanaque Gibi Nostalgia n.º 06. Depois, o personagem retorna apenas em 1988, desta vez em um fanzine com tiragem baixa (ainda que alta para fanzines) de 500 exemplares. Seleções do Quadrix n.° 03 reúne então, pela primeira vez em uma só edição, as 100 páginas que totalizam a história. Estranhamente, não saiu nada em 1999, mas em 2011 a editora Conrad relançou as páginas do fanzine em uma edição luxuosa e de capa dura. O trabalho é atribuído ao senhor Francisco Armond, que algumas pessoas acreditam se tratar de um pseudônimo, responsável pelo roteiro, e ao falecido ilustrador Renato Silva.

A discussão em torno de uma suposta identidade secreta para o senhor Francisco Armond é exaustiva e inconclusiva. O quadrinista e pesquisador Rod Gonzalez chama a atenção para o fato da jornalista Helena Ferraz ter quadrinhos que contavam com a sua autoria posteriormente assinados por Francisco Armond. O filho da jornalista nega o fato de Helena ser a escritora de A Garra Cinzenta, então ótimo. Fica a obra em domínio público! No entanto, o trabalho da dupla não corresponde com exatidão à versão publicada em 1977 e reproduzida nas edições seguintes. Existem diversas incongruências entre a arte e também o texto que precisam ser levadas à luz dos esclarecimentos. Na imagem abaixo, percebemos tranquilamente as discrepâncias que permeiam as duas versões conhecidas da HQ. A fotocópia do original, de 1937, e a derivada, de 1977, são tão distintas entre si que lembra um “jogo dos sete erros”. A mais gritante incongruência é o "S" invertido na palavra "scena", conforme visto no último balão. Onde está o cigarro do detetive? Se a HQ foi letrada novamente, porque manter a grafia antiga já em desuso em 1977? As diferenças são tão diversas que correm em todos os quadros que pude analisar.

Fica evidente que o editorial do Almanaque do Gibi Nostalgia n.º 06, de 1977, lança uma inverdade ao afirmar que não fez alterações na arte das páginas de A Garra Cinzenta. Especulo que alguém realizou arte-final sobre fotocópias das páginas da Gazetinha, talvez fazendo uso de uma folha de papel vegetal sobre cada fotocópia. Dessa forma, teria sido possível fazer as primeiras 50 páginas, mas quando foram buscar as 50 páginas restantes, se depararam com a inexistência de metade delas. O trabalho, se realizado da maneira que imagino, teria que ter parado na página 75 e mantido inconclusa a HQ. Isto porque a Gazetinha só publicou a série até o número 75, e depois disso saíram duas compilações. O primeiro número saiu em dezembro de 1939, e o segundo em janeiro de 1940. As páginas finais saíram apenas no segundo volume, sem nunca terem sido publicadas na Gazetinha. Provavelmente esta é uma razão para que o Almanaque do Gibi n.º 07 ter sido publicado sem o prometido seguimento de A Garra Cinzenta. Eles podem não ter conseguido as ultimas 25 páginas apenas pesquisando em arquivos microfilmados da Gazetinha. Também põe fim a outro equívoco muito comum, inclusive visto em trabalhos acadêmicos, de que a novela A Garra Cinzenta foi publicada em mídia jornalística brasileira entre os anos 1937 e 1939. O correto é afirmar que foi publicada entre 1937 e 1940.

O próprio Worney Almeida de Souza, responsável pela recuperação das 100 páginas da HQ para o fanzine Quadrix, narra que obteve 75% da HQ. Nas contas, são 75 páginas. As demais 25 páginas teria obtido de um colecionador que possuia a edição número dois de A Garra Cinzenta publicada em janeiro de 1940.

Este caminho, se real, possui consequências? Sim. Por se tratar de versão, as páginas da RGE pertencem ao arte-finalista desconhecido, ou aos seus herdeiros. Essas pessoas, se existirem, seriam os verdadeiros detentores dos direitos da versão que circulou no Quadrix e na Conrad.

Outro caminho seria a ideia de que o próprio Renato Silva trabalhou nas duas versões da HQ. Existem relatos entre colecionadores de que os antigos originais estavam em posse do próprio Renato Silva, em sua residência no Rio de Janeiro. Especula-se, inclusive, a existência de uma centésima primeira página nunca publicada. Parece improvável que, na posse dos originais, o desenhista tenha se empenhado em realizar uma segunda versão, ainda mais sob um editorial que nega o fato na própria publicação de 1977, inclusive informando que, aos seus 73 anos, o carioca já não trabalhava por problemas de saúde.

Quem é o arte-finalista misterioso? Seria o próprio Francisco Armond, regresso do exício depois de receber uma boa dose do licor da vida, aperfeiçoado da fórmula de Nostradamus?

domingo, 14 de fevereiro de 2021

O embuste dos Selenitas

Em 1835, o jornal The Sun de Nova York enganou as pessoas com seis artigos sobre a descoberta de uma civilização alienígena habitando a Lua. Até nome em latin eles receberam, eram os "Vespertilio homo". Criação atribuída a Richard Adams Locke, que inventou todo o conteúdo dos artigos. Na época, "fake news" era chama do de "hoax" (farça).

Mais antigo que o Human Bat britânico, de 1899. Talvez tenha preparado o cenário do imaginário que traduz o sucesso comercial do personagem Batman, da DC.

sábado, 9 de janeiro de 2021

O Facebook censura o Lagarto Negro

O que eu mais estranho é que a censura vem das pessoas que se dizem "contra a censura". O nome deste tipo de feito é "hipocrisia". Trata-se de um substantivo feminino que: 1. é característica de quem que é hipócrita. Faz falsidade, dissimulação; 2. ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade."

A administração da rede social não responde contato e nem disponibiliza gente para fazer atendimento. O trabalho de divulgação do personagem resta prejudicado e sem oportunidade de defesa por gesto deste comportamento que impede aplicação do Princípio do Contraditório sendo, portanto, um comportamento completamente draconiano. Fica aqui registrada minha indignação pessoal contra o Facebook.


Livros do Rod Gonzales para download gratuito

É isso aí, pessoal, segue um link com muitos quadrinhos nacionais para download, disponibilizados por Rod Gonzales. O criador do personagem BLENQ é a mente por trás de muita pesquisa e tenta analizar a produção de quadrinhos no Brasil à sua própria maneira. Antes que alguém resolva chiar: "ah, mas tem conteúdo x ou y que eu não bacana e tal"; se não gostou, então não faz o download. Não tem ninguém te obrigando, certo? Se tiver material que te interessa, pode pegar, é grátis. Se não te interessa, segue a vida.

O link é: https://rodtigremania.blogspot.com/
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