sexta-feira, 12 de julho de 2024

Lagarto Nergo em: A Vingança de Boris

O premiado cosplay Pablo Fonseca Sarmento interpreta o herói Lagarto Negro em um curta metragem estilo tokusatsu.

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

O Atraso Existe

Em 1983 a Marvel Comics lançou o primeiro número do The Official Marvel Try-Out Book. Idealizado pelo genial Jim Shooter, o livro em formato gigante emulava o tamanho de páginas em que os artistas trabalhavam os originais de arte da editora.

A publicação funcionou como um concurso para encontrar novos talentos. O conteúdo ensina técnicas e estabelece como a editora gostaria de receber o material produzido por escritores, desenhistas, arte-finalistas, letristas e coloristas.

Ocorreu que os vencedores do concurso só foram anunciados em 1986. Foram três anos de espera para que os vencedores recebessem um certificado comemorativo. "O resultado de seus trabalhos será publicado na próxima primavera em uma edição especial de tamanho gigante de O Espetacular Homem-Aranha." - uma promessa jamais cumprida.

Não se tratou de uma edição submetida ao financiamento coletivo, e sim de material produzido e organizado por um gigante do mercado de quadrinhos da época.

O atraso existe. É um fato do mercado editorial. O universo tende à entropia, imagine então um trabalho editorial que envolve muitos profissionais que trabalham com o risco do atraso de um afetar toda a cadeia de produção.

No Brasil, o trabalho editorial muitas vezes se restringe ao esforço mínimo de traduzir e diagramar material que já vem pronto e acabado de outras praças. Ou, na produção quase mecânica com uma fórmula pré-moldada que atende aos prazos editoriais.

Raramente um editor brasileiro realmente se envolve com o que está publicando para além do superficial. Os poucos corajosos que assumem este risco acabam apedrejados pelos próprios leitores, muitas vezes, imaturos para o que realmente consiste um financiamento para uma nova empreitada.

O MECENATO

Na idade média foi popularizada a figura do mecenas. Desde os tempos do Império Romano já existiam pessoas dedicadas ao apoio financeiro para a produção cultural em áreas como a literatura, a produção teatral, a escultura, a pintura e até as ciências.

Geralmente o mecenas era alguém muito rico. Hoje, com a popularização das ferramentas digitais de financiamento coletivo, qualquer um pode exercer o desempenho deste papel. No entanto, infelizmente, muitos financiadores de projetos ainda raciocinam como se participassem de uma simples pré-venda.

Nem sempre é uma pré-venda. Existe diferença. O editor que lida apenas com tradução e diagramação do material que recebeu pronto e acabado está sim realizando uma pré-venda. No entanto, o editor que assumiu a difícil tarefa de fazer surgir uma obra inédita, e precisa atuar na sua gênesis, organizando e gerindo a complexidade que envolve as diversas etapas de produção que irão resultar na materialização de algo novo, estão a fazer mais do que uma simples pré-venda.

A distinção faz toda a diferença. É claro que o apoiador de um projeto que busca financiamento coletivo não deve ser alvo de ingerência empresarial. Existem os financiados que entregam seu material com atraso e os financiados que não entregam o material em momento algum. Vale à pena ficar atento, mas é importante não desviar a frustração para o alvo errado.

Se você é um fomentador da produção nacional, se está interessado em ver surgir um cenário de publicações para fora do previsto entre os blogs divulgadores de lançamentos convencionais, então não incorra o erro de agir ao inverso do seu próprio interesse. O fogo amigo é um tiro no próprio pé.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Homenagem ao Carlos (Cadu) Macedo

Carlos Macedo (Rio de Janeiro, 1972-2023), roteirista, ilustrador, animador e dublador.

O carismático produtor de conteúdo audiovisual Carlos (Cadu) Macedo acumulou uma década de experiência com animação usando tecnologia 3D. Sua irreverência ficou marcada como interprete do cãozinho antropomórfico chamado Fanito. Com seu próprio canal no YouTube conquistou a marca de mil inscritos. FanitoVerso apresenta entrevistas, animações e divulgação de quadrinhos independentes nacionais, e deixa um registro sólido da atividade em um seguimento de nicho do mercado.

Em homenagem póstuma, a editora Kimera está produzindo um volume completo das obras do Cadu em quadrinhos com a equipe de super-heróis “Fundação Amálgama”. O material está com previsão para ser lançado entre 2023 e início de 2024.

https://www.youtube.com/@Fanitoverso/videos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Avenging Shadow – o primeiro super-herói dos EUA

Por Gabriel Rocha – 26/01/23

Não é possível mais sustentar a versão de que o Superman de 1938 seja realmente um marco inicial para o gênero dos super-heróis nos EUA e para o mundo. Muitos personagens revindicam o fato, no entanto existe um personagem que se destaca como característico e não recebe a atenção devida: é o Avenging Shadow.

Admitindo o conceito que o gênero dos super-heróis é um subgênero da ficção científica, e que adota como características intrínsecas a identidade secreta, o alter ego, o superpoder, e o altruísmo heroico, o Avenging Shadow é, sem sombra de dúvidas, o verdadeiro primeiro super-herói dos Estados Unidos.

Para combater a Rainha Feiticeira Azura, o conquistador Flash Gordon ganha o superpoder da invisibilidade. Se auto-intitula “Avenging Shadow” (traduzido como Sombra Vingativa no Brasil), para manter oculta sua identidade como Flash Gordon. A ação gira em torno do herói ir resgatar seu fiel amigo Khan – o capitão dos homens-falcão, cativo pela rainha feiticeira.

Criado por Alex Raymond em 1935, e publicado em 11 de agosto do mesmo ano, o Avenging Shadow possui o poder da invisibilidade. Apenas uma sombra projetada de si mesmo denuncia sua posição. A invisibilidade é temporária e depende de uma máquina elétrica para lhe dar carga aos poderes. O avançado maquinário é criação de seu amigo cientista, Dr. Hans Zarkov, e usa, em parte, tecnologia alienígena.

O Avenging Shadow teve vida curta. Logo seus inimigos descobrem sua identidade secreta e a máquina de luz que lhe confere superpoder é esquecida. No entanto, o fato é recorrente nas séries derivadas dos quadrinhos de Flash Gordon.

No rádio, o episódio Flash The Avenging Shadow, transmitido ainda em 17 de agosto de 1935, destaca o personagem no título. A invisibilidade retorna na série cinematográfica de 1936, vivida por Buster Crabb, no episódio In the Claws of the Tigron. Os poderes como uma sombra viva estão presentes também nos episódios King Flash e Tournament of Death do desenho animado para a TV, de 1979, The Adventures of Flash Gordon.

É impossível negar que o personagem Flash Gordon pertença ao gênero dos super-heróis, pois tanto sua versão original nos quadrinhos do seu criador, Alex Raymond, quanto nas versões derivadas para o rádio, cinema e a TV replicam essa característica de maneira a consolidar o personagem como detentor de verdadeiros superpoderes.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Flagg não é um robô do Garra Cinzenta

A Garra Cinzenta é uma novela que foi publicada em 75 capítulos na Gazetinha e depois finalizado com inéditos 25 capítulos em segunda parte de uma edição especial que compilava a série. Protagonizado por um terrível vilão que empresta o nome para a história, A Garra Cinzenta é famosa devido à sua publicação no México e alguns países da Europa. Este intercambio trouxe ao Brasil quadrinhos de outras praças e também publicados na Gazetinha, como a série Korak - O Homem Demônio. Meses antes da primeira aparição do Flagg, a série do Korak já exibia um robô visualmente muito semelhante ao atrpalhado ajudante do Garra Cinzenta. Na minha fanfic, o Garra furtou um Robot do Korak e é por isso que ele não funciona muito bem!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Depreciador e Perseguidor Digital - Dois vilões indesejados

A internet é uma excelente janela para a divulgação dos trabalhos artísticos. Por ser um espaço virtualmente democrático, é possível encontrar artistas iniciantes expondo seus trabalhos juntamente com profissionais consagrados. Virtualmente democrático, porque não é realmente democrático visto que há certo grau de censura das empresas que controlam buscas ou policiam pensamentos e opiniões em redes sociais. Deixando este aspecto de lado, o artista iniciante, muitas vezes ainda em um processo de desenvolvimento e busca por sua estética particular, se vê constrangido por ataques dirigidos aos seus trabalhos com o nítido intuito depreciativo.

A arrogância dirigida ao iniciante muitas vezes revela um sistema de autodefesa do agressor, que procura ocultar suas próprias inseguranças ao buscar evidência para aquilo que é apontado como erro, ou desvio de alguma natureza. O próprio nivelamento que a internet proporciona torna igualmente alvo àqueles que já não são iniciantes na exposição de seus trabalhos ao dar voz para alguns menos qualificados para a natureza das observações pretendidas.

A submissão cultural optou pela popularização do uso da expressão "hater", o depreciador, para definir aquele que emite opiniões sem fundamento pelo mundo virtual. E sendo assim, não se confunde a natureza deste tipo de opinião com o “feedback”, o retorno de leitores como parte da retroalimentação necessária ao desenvolvimento do artista. Ocorre que opinião sem fundamento não forma juízo crítico. Criticar também não é sinônimo de falar mal. A crítica pode ser construtiva, passível da pessoa ou trabalho criticado melhorar suas dificuldades e progredir. Se o “hater” não faz crítica construtiva, não merece ser considerado.

Em outra escala, opera o igualmente inoportuno “cyberstalker”, o perseguidor que atua em ambiente digital. Atualmente, existe a Lei 14.132/21 que tipifica o crime de perseguição. A conduta de perseguir alguém, ao ponto de abalar sua integridade física ou psicológica, é prática criminosa. A perseguição se caracteriza pela sucessão de atos e comportamentos dirigidos à perturbação das liberdades e privacidades do outro. Já a questão do “hater” demanda de uma reeducação pessoal para que não incorra em uma tipificação criminosa.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Dia do Super-Herói Brasileiro 2021 - Votação Popular

Vídeo de agradecimento pela votação popular durante a segunda edição da premiação Dia do Super-Herói Brasileiro. Lagarto Negro levou a homenagem de 2021 na categoria "Super-herói Brasileiro do Ano" .

O evento ocorreu dia 24 de outubro, em edição virtual devido a pandemia do novo coronavírus. O objetivo da premiação é ampliar a divulgação e o consumo do gênero no Brasil.

O vencedor do Júri Técnico, na mesma categoria, foi a Velta, do Emir Ribeiro, parabéns também!

Página oficial do evento:
http://www.meuheroi.com.br/diadosuperheroibrasileiro/index.php/about/segunda-edicao

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O Homem-Aranha brasileiro de 1939

A Gazetinha foi um suplemento do jornal A Gazeta que circulou em São Paulo entre setembro de 1929 até março de 1940, antes de se tornar A Gazeta Juvenil. Os editores do suplemento apostavam em séries brasileiras como conteúdo exclusivo. Era um diferencial. Algumas das séries originais eram simples adaptações de romances como Os Três Mosqueteiros ou O Conde de Montes Cristo. Outras eram novelas com vilões terríveis, como O Homem-Elétrico, ou A Garra Cinzenta. Ocorre que algumas das séries estavam moldadas em conformidade com recém surgidos super-heróis norte-americanos.

Ainda que se tente evitar a discussão em torno do surgimento extemporâneo dos super-heróis brasileiros da revista O Tico-Tico, não há dúvida de que alguns dos personagens da Gazetinha estavam definitivamente dentro dos parâmetros definidos para o gênero. Em destaque, aqui, o Homem-Aranha da Gazetinha! Ele é Ogon II, o Rei deposto da raça dos homens-aranha, descritos como ágeis, que vivem em um local fantástico nos confins do Estado do Mato-Grosso.

Estão ali as luvas, cueca por cima das calças, e um símbolo estampado no peito. Ogon II não é um vilão, é o protagonista da aventura. Conduz a ação. Em certo momento, abre mão do seu direito para ajudar a salvar o repórter Edy e o Capitão X - um coadjuvante com identidade secreta. Ao grupo, se únem ainda um feiticeiro e uma poderosa mulher selvagem. Infelizmente a série não sobreveio ao fim da Gazetinha e restou incompleta após inaugurar uma aventura extraordiária com direito a dinossauros, foguetes, fugas, traições e batalhas.

Agradecimentos ao autor Rod Gonzalez pela informação!

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Codex A Garra Cinzenta – Verdades e Especulações

"Uma série de crimes mysteriosos vem ocorrendo na cidade. O inspetor Higgins é incumbido da pesquisa e, a principio, sente-se desnorteado ante a tactica do bandido intangivel. Depois, firma-se e inicia uma offenciva. O criminoso, que se apresenta sob um disfarce terrificante e dispõe de recursos quasi sobrenaturais, apaga sempre todas as pistas, difficultando a investigação. A policia suspeita de várias pessoas, mas estas possuem alibis irrefutaveis. Afinal... a noticia chocante explode como uma caldeira: o "Garra Cinzenta" é..." - o texto introdutário presente na publicidade que chama o leitor para comprar a edição compilada já deixa claro que o vilão é "O Garra Cinzenta" e que "A Garra Cinzenta" é o título da obra, se referindo às luvas que dão nome ao personagem. Encerrada a tolice de quem insiste no inverso, seguimos adiante.

A Garra Cinzenta é uma novela gráfica de terror produzida em linguagem moderna de quadrinhos e publicada em capítulos no periódico A Gazetinha entre os anos de 1937 e 1940. Em maio de 1977, a editora RGE reacendeu o interesse dos leitores pelo personagem título ao publicar 52 páginas da HQ na revista Almanaque Gibi Nostalgia n.º 06. Depois, o personagem retorna apenas em 1988, desta vez em um fanzine com tiragem baixa (ainda que alta para fanzines) de 500 exemplares. Seleções do Quadrix n.° 03 reúne então, pela primeira vez em uma só edição, as 100 páginas que totalizam a história. Estranhamente, não saiu nada em 1999, mas em 2011 a editora Conrad relançou as páginas do fanzine em uma edição luxuosa e de capa dura. O trabalho é atribuído ao senhor Francisco Armond, que algumas pessoas acreditam se tratar de um pseudônimo, responsável pelo roteiro, e ao falecido ilustrador Renato Silva.

A discussão em torno de uma suposta identidade secreta para o senhor Francisco Armond é exaustiva e inconclusiva. O quadrinista e pesquisador Rod Gonzalez chama a atenção para o fato da jornalista Helena Ferraz ter quadrinhos que contavam com a sua autoria posteriormente assinados por Francisco Armond. O filho da jornalista nega o fato de Helena ser a escritora de A Garra Cinzenta, então ótimo. Fica a obra em domínio público! No entanto, o trabalho da dupla não corresponde com exatidão à versão publicada em 1977 e reproduzida nas edições seguintes. Existem diversas incongruências entre a arte e também o texto que precisam ser levadas à luz dos esclarecimentos. Na imagem abaixo, percebemos tranquilamente as discrepâncias que permeiam as duas versões conhecidas da HQ. A fotocópia do original, de 1937, e a derivada, de 1977, são tão distintas entre si que lembra um “jogo dos sete erros”. A mais gritante incongruência é o "S" invertido na palavra "scena", conforme visto no último balão. Onde está o cigarro do detetive? Se a HQ foi letrada novamente, porque manter a grafia antiga já em desuso em 1977? As diferenças são tão diversas que correm em todos os quadros que pude analisar.

Fica evidente que o editorial do Almanaque do Gibi Nostalgia n.º 06, de 1977, lança uma inverdade ao afirmar que não fez alterações na arte das páginas de A Garra Cinzenta. Especulo que alguém realizou arte-final sobre fotocópias das páginas da Gazetinha, talvez fazendo uso de uma folha de papel vegetal sobre cada fotocópia. Dessa forma, teria sido possível fazer as primeiras 50 páginas, mas quando foram buscar as 50 páginas restantes, se depararam com a inexistência de metade delas. O trabalho, se realizado da maneira que imagino, teria que ter parado na página 75 e mantido inconclusa a HQ. Isto porque a Gazetinha só publicou a série até o número 75, e depois disso saíram duas compilações. O primeiro número saiu em dezembro de 1939, e o segundo em janeiro de 1940. As páginas finais saíram apenas no segundo volume, sem nunca terem sido publicadas na Gazetinha. Provavelmente esta é uma razão para que o Almanaque do Gibi n.º 07 ter sido publicado sem o prometido seguimento de A Garra Cinzenta. Eles podem não ter conseguido as ultimas 25 páginas apenas pesquisando em arquivos microfilmados da Gazetinha. Também põe fim a outro equívoco muito comum, inclusive visto em trabalhos acadêmicos, de que a novela A Garra Cinzenta foi publicada em mídia jornalística brasileira entre os anos 1937 e 1939. O correto é afirmar que foi publicada entre 1937 e 1940.

O próprio Worney Almeida de Souza, responsável pela recuperação das 100 páginas da HQ para o fanzine Quadrix, narra que obteve 75% da HQ. Nas contas, são 75 páginas. As demais 25 páginas teria obtido de um colecionador que possuia a edição número dois de A Garra Cinzenta publicada em janeiro de 1940.

Este caminho, se real, possui consequências? Sim. Por se tratar de versão, as páginas da RGE pertencem ao arte-finalista desconhecido, ou aos seus herdeiros. Essas pessoas, se existirem, seriam os verdadeiros detentores dos direitos da versão que circulou no Quadrix e na Conrad.

Outro caminho seria a ideia de que o próprio Renato Silva trabalhou nas duas versões da HQ. Existem relatos entre colecionadores de que os antigos originais estavam em posse do próprio Renato Silva, em sua residência no Rio de Janeiro. Especula-se, inclusive, a existência de uma centésima primeira página nunca publicada. Parece improvável que, na posse dos originais, o desenhista tenha se empenhado em realizar uma segunda versão, ainda mais sob um editorial que nega o fato na própria publicação de 1977, inclusive informando que, aos seus 73 anos, o carioca já não trabalhava por problemas de saúde.

Quem é o arte-finalista misterioso? Seria o próprio Francisco Armond, regresso do exício depois de receber uma boa dose do licor da vida, aperfeiçoado da fórmula de Nostradamus?

domingo, 14 de fevereiro de 2021

O embuste dos Selenitas

Em 1835, o jornal The Sun de Nova York enganou as pessoas com seis artigos sobre a descoberta de uma civilização alienígena habitando a Lua. Até nome em latin eles receberam, eram os "Vespertilio homo". Criação atribuída a Richard Adams Locke, que inventou todo o conteúdo dos artigos. Na época, "fake news" era chama do de "hoax" (farça).

Mais antigo que o Human Bat britânico, de 1899. Talvez tenha preparado o cenário do imaginário que traduz o sucesso comercial do personagem Batman, da DC.

sábado, 9 de janeiro de 2021

O Facebook censura o Lagarto Negro

O que eu mais estranho é que a censura vem das pessoas que se dizem "contra a censura". O nome deste tipo de feito é "hipocrisia". Trata-se de um substantivo feminino que: 1. é característica de quem que é hipócrita. Faz falsidade, dissimulação; 2. ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade."

A administração da rede social não responde contato e nem disponibiliza gente para fazer atendimento. O trabalho de divulgação do personagem resta prejudicado e sem oportunidade de defesa por gesto deste comportamento que impede aplicação do Princípio do Contraditório sendo, portanto, um comportamento completamente draconiano. Fica aqui registrada minha indignação pessoal contra o Facebook.


Livros do Rod Gonzales para download gratuito

É isso aí, pessoal, segue um link com muitos quadrinhos nacionais para download, disponibilizados por Rod Gonzales. O criador do personagem BLENQ é a mente por trás de muita pesquisa e tenta analizar a produção de quadrinhos no Brasil à sua própria maneira. Antes que alguém resolva chiar: "ah, mas tem conteúdo x ou y que eu não bacana e tal"; se não gostou, então não faz o download. Não tem ninguém te obrigando, certo? Se tiver material que te interessa, pode pegar, é grátis. Se não te interessa, segue a vida.

O link é: https://rodtigremania.blogspot.com/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Como registro meus personagens?

Não tem mistério. Basta seguir a Lei:

LEI Nº 5.988, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1973, regula os direitos autorais e dá outras providências.

CAPÍTULO III - Do registro das obras intelectuais

Art. 17. Para segurança de seus direitos, o autor da obra intelectual poderá registrá-Ia, conforme sua natureza:

1) na Biblioteca Nacional;

2) na Escola de Música;

3) na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro;

4) no Instituto Nacional do Cinema;

5) ou no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

§ 1º Se a obra for de natureza que comporte registro em mais de um desses órgãos, deverá ser registrada naquele com que tiver maior afinidade.

§ 2º O Poder Executivo, mediante Decreto, poderá, a qualquer tempo, reorganizar os serviços de registro, conferindo a outros Órgãos as atribuições a que se refere este artigo.

obs.: No Brasil, registra-se a declaração do direito. O registro não é condição sine qua non para constituir seu direito. No entanto, se está registrando de outra forma, então você não está realmente resguardando corretamente a declaração do seu direito. A não ser que exista algum Decreto do Poder Executivo conferindo a outros Órgãos tais atribuições.

EMILIO G. MÉDICI x FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Nem a ditadura maliciou um constrangimento tão grande aos direitos à propriedade intelectual do autor quanto a investida neoliberal. Nos últimos tempos, a declaração do direito autoral é só para quem puder pagar. Antes, a proteção era mais acessível.

A LEI Nº 5.988, que entrou em vigor em de dezembro de 1973, tratava dos direitos autorais e, em seu artigo 19, determinava que o registro da obra intelectual e seu respectivo traslado seriam GRATUITOS. Era uma lei muito benéfica, no sentido de reconhecer de imediato a declaração da propriedade intelectual do autor. Infelizmente, esta mentalidade foi revogada para dar lugar a uma nova ideia.

Depois de aproximadamente 25 anos, chegou a vez da LEI Nº 9.610 consolidar a legislação sobre direitos autorais. O novo dispositivo entrou em vigor em meados de 1998, revogando quase que completamente a LEI Nº 5.988. A nova lei, em seu artigo 20, agora preceitua que para os "serviços de registro das obras intelectuais será COBRADA retribuição, cujo valor e processo de recolhimento serão estabelecidos por ato do titular do órgão da administração pública federal a que estiver vinculado o registro das obras intelectuais".

Não foi a única derrota que a lei nova impôs, mas certamente trata-se de uma perda considerável ao reduzir a declaração da propriedade intelectual para uma condição restrita ao poder aquisitivo de quem lhe pode pagar.

sábado, 1 de setembro de 2018

Origem do termo "super-herói"

Texto publicado originalmente no Facebook em 01 de dezembro de 2017.

Já defendi anteriormente que vejo como errada a ideia de que só se pode considerar "super-hero" personagens criados após o Superman. Reforço meu argumento de que o gênero engloba personagens anteriores ao personagem de Siegel e Shuster com o histórico do uso da palavra. Podemos ver que o termo super-hero é anterior a criação do Superman. O termo remonta até 1899 e não é portanto um termo criado para descrever o Superman. 😉


A consequência é podermos considerar o Dr. Alpha, personagem brasileiro de 1904, um super-herói. Não o primeiro super-herói, pois em 1899 os ingleses já publicavam o seu Human Bat (ainda que meses antes da publicação da palavra).

Fonte da imagem: http://bartbeaty.ucalgaryblogs.ca/2013/04/21/definition-of-a-superhero/

sábado, 23 de junho de 2018

Supraion & Lagarto Negro - "O punhal Mágico"

Segue texto de Luís Carlos Nunes:

Arte de capa: Luís Carlos Nunes (desenho) e Vinicius Townsend (cores).
Roteiro, Layout e finais: Luís Carlos Nunes.
Lápis: Gilliard Goulart.


Supraion & Lagarto Negro

Essa HQ foi de total iniciativa do autor do Supraion, e visava a princípio trazer seu personagem em uma aventura diferente com cada um dos principais membros da Alfa - A Primeira Ordem. O Lagarto Negro foi o primeiro herói escolhido, mas como deu tão certo a interação entre os personagens, Luís decidiu fixar um formato de aventura em dupla com o herói carioca, sempre recauchutando um vilão clássico das HQs brazucas. O vilão de "O punhal Mágico" é Magnus o, Mágico, de Gedeone Malagola. O Próximo encontro trará o vilão Doutor Medusa, também criado por Gedeone para as HQs do Raio Negro.

Essa ideia de trazer vilões remotos, vem desde o início de Supraion, onde em sua primeira HQ, já se prenuncia uma estreitíssima ligação com o universo do príncipe Oscar de Gustavo Barroso, em uma referência ao gigante Hygino e a Ordem do Cometa de Ouro, Irmandade da qual Supraion se origina.

Luís está muito feliz com o resultado dessa HQ, e vê nessa parceira uma oportunidade de trabalhar o Supraion num cenário mais urbano, habitat natural do Lagarto Negro. As características do Lagarto Negro foram mantidas , porém o heróis ganhou uma acessório no traje, ventosas que o possibilitam escalar paredes feito uma lagartixa. Na próxima aventura, seu traje reproduzirá as propriedades de um camaleão.

A edição ainda não tem formato definido, pois a editora pela qual seria impressa, a Universo encerrou suas atividades nessa semana. Contudo será mantido mais ou menos o mesmo padrão, e tem previsão de lançamento ainda pra esse ano, em comemoração aos 20 anos do Lagarto Negro.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Registro de um antigo desabafo


Segue abaixo um texto publicado no Facebook em 7 de novembro de 2017.

Ok, hoje vou contar um pouco como funciona o sistema dois pesos duas medidas que alimenta o chamado complexo de vira-lata, fenômeno assim batizado por Nelson Rodrigues para caracterizar a depreciação que o brasileiro faz daquilo que é nacional.

Por esses dias um pequeno autor nacional, teria feito uso da rede social para criticar negativamente um lançamento de uma grande editora internacional e foi duramente chamado de "arrogante" por sua postagem quase anônima, que acabou sendo ampliada em relevância por um colaborador de uma publicação especializada em quadrinhos. Sem acesso a postagem original e a identidade do autor só é possível supor que a suposta arrogância é o verdadeiro foco do incomodo jogado aos holofotes por meio de um desabafo em uma comunidade de fãs de quadrinhos.

Ok, na mesma semana o editorial de Torneio dos Campeões, da Panini, afirma que tal HQ foi "a primeira vez em que todos os personagens de uma mesma editora se juntam para enfrentar um mesmo inimigo, e serviu de modelo para diversos outros crossovers". Essa afirmação, que ignora a edição comemorativa Showcase 100, de maio de 1978, ou se quisermos voltar até o inverno de 1941 para incluir 7 soldiers of victory, não soa arrogante por vir de uma grande editora do Mainstream? Arrogante então é o pequeno autor independente em sua declaração quase anônima e destacada pela lente de aumento de um julgamento que lhe impede até mesmo de se defender, já que não foi citado diretamente? "Arrogante" é tão somente o cara que tenta fazer seus próprios quadrinhos e emitir opinião sobre o que anda lendo?


A Panini podia relançar essa junto com os forgotten heroes originais!

Lamento por todos os demais autores nacionais que ainda caem nessas armadilhas e postam bobagens em detrimento ao colega anônimo, seja lá quem for e o que diabos tenha escrito (não sei o que escreveu para ser rotulado de "arrogante" pois não tive acesso a postagem e nem a identidade da pessoa), pois a verdade é que estão na mesma pele, queiram reconhecer ou não.

Por fim, aposto que o anônimo em destaque deve ser fã da grande editora, do contrário não estaria criticando algo que leu. De resto, é só mais do mesmo.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Lista com eventos de HQs pelo Brasil - Atualização

Relacionei alguns dos eventos relacionados com história em quadrinhos que ocorrem no Brasil ao longo do ano. Alguns eventos ocorrem em épocas diferentes do ano a cada edição. Alguns não ocorrem todos os anos.

Procurei relacionar os meios de contato, quando disponíveis. A divulgação destes eventos costuma ser péssima, então não foi fácil relacioná-los. Espero que seja útil para quem busca expor e vender seus quadrinhos independentes em participação nestes eventos.

Se você conhece algum outro evento, escreva sobre ele nos comentários.


1. Amazônia Comicon - outubro - PA - telefones (91) 8844-0427 (Luiz Cláudio) e (91) 8745-0273 (Rita) ou através do e-mail: luta@oi.com.br

2. Anime Sanca Fest - abril - São Carlos (SP) - http://www.animesancafest.com.br/

3. Anime Yuu - março - Londrina(PR) - http://www.animeyuu.com.br/

4. Brasília Festival Comics - março –

5. Bienal Internacional do Livro de Pernambuco – setembro

6. Bienal do Livro Rio - www.bienaldolivro.com.br

7. BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

8. Bienal Internacional do Livro de Alagoas

9. Bienal Internacional do Livro do Ceará

10. Catarina Comicx Festival - Timbó - SC

11. Cariri Mostrando a 9ª Arte de Quadrinhos e Animação - agosto - Nova Olinda(CE) - http://mostradequadrinhosfcg.wordpress.com/

12. Cineclube Quadrinhos S.A - Santa Maria(RS)

13. Dia do Quadrinho Nacional - dia 30 de janeiro

14. Dia do Quadrinho Nacional – Alvorada – RS

15. Dia do Quadrinho Nacional – São Gonçalo – RJ

16. Dia Mundial do Desenhista - 15 de abril

17. Dia Mundial do Fanzine - dia 29 de abril

18. Encontro de Colecionadores Bonelli no Rio Grande do Sul - novembro

19. Encontro do Quadrinho Nacional - janeiro (relacionado ao Dia do Quadrinho Nacional) - Rio Grande(RS) - Lorde Lobo - lordeloboestudio@gmail.com

20. Encontro Nacional de Estudos sobre Quadrinhos - julho – Recife (PE) - http://encontrohq.blogspot.com/

21. Encontro Cultural de Sebos –fevereiro - Aracaju – SE

22. Encontro de Quadrinistas e Colecionadores – Goiânia - GO

23. Epic Con - outubro - Brasília (DF) - http://www.epiccon.com.br/

24. Expo Mauricio de Sousa (objetivo de reforçar a marca Turma da Mônica nos mercados varejista, industrial e de licenciamento - São mais de 2 mil produtos, comercializados por mais de 100 empresas - Segundo o site Meio & Mensagem, a expectativa é reunir 60 expositores, atrair 10 mil pessoas entre consumidores e lojistas, movimentando R$ 5 milhões nessa primeira edição) - outubro (?) - São Paulo (SP) –

25. Expo Usina – janeiro Recife - PE

26. FanMixCon - outubro - Campinas (SP) - http://www.fanmixcon.com.br/

27. Feira de Quadrinhos e Cultura da USP - março - São Paulo (SP) -

28. Feira do Quadrinho e Arte - janeiro - São Paulo (SP)

29. Feira HQ do Piauí (produzida pelo Núcleo de Quadrinhos do Piauí) - http://nucleodequadrinhospi.blogspot.com/

30. Feira Literária de Indaiatuba - Indaiatuba (SP)

31. Feira de Quadrinhos do ABC – SP - Março

32. Festival de Arte Independente - agosto - PR

33. Festival Anual de Quadrinhos - outubro - Salvador (BA) - http://www.quadrinhosbahia.com/?p=590

34. Festival de Arte Independente - agosto – (PR)

35. Festival de quadrinhos de Sergipe - setembro - Aracaju (SE) - http://www.hqfestival.com.br

36. Festival HQ o Quê? - dezembro - São Paulo (SP)

37. Festival Internacional de Quadrinhos - FIQ - setembro - Belo Horizonte (MG) - http://fiqbh.com.br

38. Festival de Quadrinhos de Salvador (BA) - Salvador (BA) - www.quadrinhosbahia.com¬

39. Festival Guia dos Quadrinhos – abril – São Paulo – SP

40. FNPAS – Fórum Nacional Pesquisadores em Arte Sequencial – julho - Macaé – RJ

41. Floripa Comic Con – janeiro - Florianópolis - SC

42. Gibicon - julho - Curitiba (PR) - http://gibicon.com.br/

43. HQ Con - agosto - Florianópolis (SC) - http://www.hqcon.com/

44. HQ em Pauta – Encontro de profissionais e leitores de Histórias em Quadrinhos - julho - São Paulo (SP) - http://www.hqempauta.com/

45. HQ Festival - Festival de Quadrinhos de Sergipe - outubro - Sergipe (PE) - http://hqfestival.com.br/

46. HQ Fest – março – Indaiatuba - SP

47. HQPB: Quadrinhos e Cultura POP na Paraíba - outubro - João Pessoa (PB) - http://hqpb.wordpress.com/

48. Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos - agosto - São Paulo (SP) - http://www.jornadasinternacionais.com.br/

49. Jund Comics - novembro - Jundiaí (SP) - http://www.jundcomics.com.br/

50. Licensing Brasil Meeting - setembro - http://www.licensingbrasil.com - SP

51. Manaus Comic Con - MCC - julho - znloja@gmail.com

52. Mercado de Pulgas Guia dos Quadrinhos - setembro - São Paulo (SP) - http://www.guiadosquadrinhos.com/

53. Mostra Nacional de Fanzines – dezembro - Santos (SP) - Gibiteca Marcel Rodrigues Paes (Av. Bartolomeu de Gusmão, s/n, Boqueirão, Santos – SP) - http://mostranacionaldefanzines.wordpress.com

54. Multiverso ComicCON - setembro - Porto Alegre (RS) - http://www.comicconrs.com

55. Rio Comicon - RJ - novembro - http://www.riocomicon.com.br

56. Rio Comicon – Rio de Janeiro (RJ) - novembro - http://www.riocomicon.com.br

57. Salão de Quadrinhos Cassino Bangu – janeiro - Rio de Janeiro - RJ

58. São Paulo Comic Fair (Anime Frieds) - julho - São Paulo (SP) - http://www.comicfair.com.br/

59. Semana Cultural das Histórias em Quadrinhos - outubro - Taubaté (SP)

60. Semana de Histórias em Quadrinhos da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - novembro

61. Semana de Quadrinhos da UFRJ - setembro - Rio de Janeiro (RJ)

62. Semana do Quadrinho Nacional em Londrina - janeiro - Londrina (PR)

63. Semana do Quadrinho Nacional na Bahia - janeiro – Salvador (BA) http://www.semanahqba.wordpress.com

64. Semana Nacional de Quadrinhos – janeiro/fevereiro – João Pessoa - PB

65. Super-Con - Recife (PE) - http://www.superconvencao.com.br

66. Soul de Verão – janeiro – Cassino - RS

67. UGRA ZINE FEST - fevereiro - São Paulo (SP) - http://www.ugrapress.wordpress.com - ugra.press@gmail.com

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Matérias sobre o lançamento do Lagarto Negro Especial

http://carvalhonews.com.br/lagarto-negro-e-capitao-r-e-d-sao-lancados-pela-editora-kimera/

http://impulsohq.com/quadrinhos/kimera-lanca-revistas-em-quadrinhos-lagarto-negro-e-capitao-r-e-d/

http://lagartonegroblog.blogspot.com.br/2017/08/lancamentos-da-kimera-quadrinhos.html

http://portaldosquadrinhosbr.blogspot.com.br/2017/08/editora-kimera-lanca-novas-revistas-de.html

https://canetaecafe.com.br/2017/08/28/editora-kimera-lanca-revistas-em-quadrinhos-lagarto-negro-e-capitao-r-e-d/

http://cabinecultural.com/2017/08/29/editora-kimera-lanca-revistas-em-quadrinhos-lagarto-negro-e-capitao-r-e-d-na-bienal-do-livro-no-rio/

http://hqpoint.blogspot.com.br/2017/08/divulgacao_28.html

http://mundoquadrinhos.blogspot.com.br/2017/08/

http://blogmaniadegibi.com/2017/08/editora-kimera-lanca-revistas-em-quadrinhos-lagarto-negro-e-capitao-r-e-d/

https://canetaecafe.com.br/2017/08/29/coluna-de-quadrinhos-gabriel-rocha-fala-da-experiencia-de-publicar-lagarto-negro-por-uma-editora/

https://www.correiodocidadao.com.br/noticia/editora-kimera-lanca-revistas-em-quadrinhos-lagarto-negro-e-capitao-red

http://www.planetagibi.com.br/2017/08/checklist-setembro-2017.html

https://hqsbrasileiras.com.br/lancamento-de-lagarto-negro-e-capitao-r-e-d/

https://mutantexis.wordpress.com/2017/08/31/editora-kimera-lanca-hqs-de-super-herois-brasileiros/


http://lagartonegroblog.blogspot.com.br/2017/09/como-fazer-para-comprar-revista-do.html

https://hqsbrasileiras.com.br/5-editoras-que-publicam-hqs-brasileiras/

http://www.ofluminense.com.br/pt-br/cultura/express%C3%A3o-do-underground

http://oracullo.com/editora-kimera-lanca-hqs-de-lagarto-negro-e-capitao-r-e-d/
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