domingo, 10 de outubro de 2021
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
Codex A Garra Cinzenta – Verdades e Especulações
"Uma série de crimes mysteriosos vem ocorrendo na cidade. O inspetor Higgins é
incumbido da pesquisa e, a principio, sente-se desnorteado ante a tactica do
bandido intangivel. Depois, firma-se e inicia uma offenciva. O criminoso, que se
apresenta sob um disfarce terrificante e dispõe de recursos quasi sobrenaturais,
apaga sempre todas as pistas, difficultando a investigação. A policia suspeita
de várias pessoas, mas estas possuem alibis irrefutaveis. Afinal... a noticia
chocante explode como uma caldeira: o "Garra Cinzenta" é..." - o texto
introdutário presente na publicidade que chama o leitor para comprar a edição
compilada já deixa claro que o vilão é "O Garra Cinzenta" e que "A Garra
Cinzenta" é o título da obra, se referindo às luvas que dão nome ao personagem.
Encerrada a tolice de quem insiste no inverso, seguimos adiante.
A Garra Cinzenta é uma novela gráfica de terror produzida em linguagem
moderna de quadrinhos e publicada em capítulos no periódico
A Gazetinha entre os anos de 1937 e 1940. Em maio de 1977, a editora
RGE reacendeu o interesse dos leitores pelo personagem título ao publicar
52 páginas da HQ na revista Almanaque Gibi Nostalgia n.º 06. Depois, o
personagem retorna apenas em 1988, desta vez em um fanzine com tiragem baixa
(ainda que alta para fanzines) de 500 exemplares.
Seleções do Quadrix n.° 03 reúne então, pela primeira vez em uma só
edição, as 100 páginas que totalizam a história. Estranhamente, não saiu nada em
1999, mas em 2011 a editora Conrad relançou as páginas do fanzine em uma
edição luxuosa e de capa dura. O trabalho é atribuído ao senhor Francisco
Armond, que algumas pessoas acreditam se tratar de um pseudônimo, responsável
pelo roteiro, e ao falecido ilustrador Renato Silva.
A discussão em torno de uma
suposta identidade secreta para o senhor Francisco Armond é exaustiva e
inconclusiva. O quadrinista e pesquisador Rod Gonzalez chama a atenção para o
fato da jornalista Helena Ferraz ter quadrinhos que contavam com a sua autoria
posteriormente assinados por Francisco Armond. O filho da jornalista nega o fato
de Helena ser a escritora de A Garra Cinzenta, então ótimo. Fica a obra em
domínio público!
No entanto, o trabalho da dupla não corresponde com exatidão à
versão publicada em 1977 e reproduzida nas edições seguintes. Existem diversas
incongruências entre a arte e também o texto que precisam ser levadas à luz dos
esclarecimentos. Na imagem abaixo, percebemos tranquilamente as discrepâncias
que permeiam as duas versões conhecidas da HQ. A fotocópia do original, de 1937,
e a derivada, de 1977, são tão distintas entre si que lembra um “jogo dos sete
erros”.
A mais gritante incongruência é o "S" invertido na palavra "scena", conforme
visto no último balão. Onde está o cigarro do detetive? Se a HQ foi letrada
novamente, porque manter a grafia antiga já em desuso em 1977? As diferenças são
tão diversas que correm em todos os quadros que pude analisar.
Fica evidente que
o editorial do Almanaque do Gibi Nostalgia n.º 06, de 1977, lança uma inverdade
ao afirmar que não fez alterações na arte das páginas de A Garra Cinzenta.
Especulo que alguém realizou arte-final sobre fotocópias das páginas da
Gazetinha, talvez fazendo uso de uma folha de papel vegetal sobre cada
fotocópia. Dessa forma, teria sido possível fazer as primeiras 50 páginas, mas
quando foram buscar as 50 páginas restantes, se depararam com a inexistência de
metade delas.
O trabalho, se realizado da maneira que imagino, teria que ter parado na página
75 e mantido inconclusa a HQ. Isto porque a Gazetinha só publicou a série até o
número 75, e depois disso saíram duas compilações. O primeiro número saiu em
dezembro de 1939, e o segundo em janeiro de 1940. As páginas finais saíram
apenas no segundo volume, sem nunca terem sido publicadas na Gazetinha.
Provavelmente esta é uma razão para que o Almanaque do Gibi n.º 07 ter sido
publicado sem o prometido seguimento de A Garra Cinzenta. Eles podem não ter
conseguido as ultimas 25 páginas apenas pesquisando em arquivos microfilmados da
Gazetinha. Também põe fim a outro equívoco muito comum, inclusive visto em trabalhos acadêmicos, de que a novela A Garra Cinzenta foi publicada em mídia jornalística brasileira entre os anos 1937 e 1939. O correto é afirmar que foi publicada entre 1937 e 1940.
O próprio Worney Almeida de Souza, responsável pela recuperação das 100 páginas da HQ para o fanzine Quadrix, narra que obteve 75% da HQ. Nas contas, são 75 páginas. As demais 25 páginas teria obtido de um colecionador que possuia a edição número dois de A Garra Cinzenta publicada em janeiro de 1940.
Este caminho, se real, possui consequências? Sim. Por se tratar de
versão, as páginas da RGE pertencem ao arte-finalista desconhecido, ou aos seus
herdeiros. Essas pessoas, se existirem, seriam os verdadeiros detentores dos
direitos da versão que circulou no Quadrix e na Conrad.
Outro caminho seria a
ideia de que o próprio Renato Silva trabalhou nas duas versões da HQ. Existem
relatos entre colecionadores de que os antigos originais estavam em posse do
próprio Renato Silva, em sua residência no Rio de Janeiro. Especula-se,
inclusive, a existência de uma centésima primeira página nunca publicada. Parece
improvável que, na posse dos originais, o desenhista tenha se empenhado em
realizar uma segunda versão, ainda mais sob um editorial que nega o fato na
própria publicação de 1977, inclusive informando que, aos seus 73 anos, o
carioca já não trabalhava por problemas de saúde.
Quem é o arte-finalista
misterioso? Seria o próprio Francisco Armond, regresso do exício depois de
receber uma boa dose do licor da vida, aperfeiçoado da fórmula de Nostradamus?
domingo, 14 de fevereiro de 2021
O embuste dos Selenitas
Em 1835, o jornal The Sun de Nova York enganou as pessoas com seis artigos sobre a descoberta de uma civilização alienígena habitando a Lua. Até nome em latin eles receberam, eram os "Vespertilio homo".
Criação atribuída a Richard Adams Locke, que inventou todo o conteúdo dos artigos. Na época, "fake news" era chama do de "hoax" (farça).
Mais antigo que o Human Bat britânico, de 1899. Talvez tenha preparado o cenário do imaginário que traduz o sucesso comercial do personagem Batman, da DC.
sábado, 9 de janeiro de 2021
O Facebook censura o Lagarto Negro
O que eu mais estranho é que a censura vem das pessoas que se dizem "contra a censura". O nome deste tipo de feito é "hipocrisia".
Trata-se de um substantivo feminino que: 1. é característica de quem que é hipócrita. Faz falsidade, dissimulação; 2. ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade."
A administração da rede social não responde contato e nem disponibiliza gente para fazer atendimento. O trabalho de divulgação do personagem resta prejudicado e sem oportunidade de defesa por gesto deste comportamento que impede aplicação do Princípio do Contraditório sendo, portanto, um comportamento completamente draconiano. Fica aqui registrada minha indignação pessoal contra o Facebook.
A administração da rede social não responde contato e nem disponibiliza gente para fazer atendimento. O trabalho de divulgação do personagem resta prejudicado e sem oportunidade de defesa por gesto deste comportamento que impede aplicação do Princípio do Contraditório sendo, portanto, um comportamento completamente draconiano. Fica aqui registrada minha indignação pessoal contra o Facebook.
Livros do Rod Gonzales para download gratuito
É isso aí, pessoal, segue um link com muitos quadrinhos nacionais para download, disponibilizados por Rod Gonzales. O criador do personagem BLENQ é a mente por trás de muita pesquisa e tenta analizar a produção de quadrinhos no Brasil à sua própria maneira.
Antes que alguém resolva chiar: "ah, mas tem conteúdo x ou y que eu não bacana e tal"; se não gostou, então não faz o download. Não tem ninguém te obrigando, certo? Se tiver material que te interessa, pode pegar, é grátis. Se não te interessa, segue a vida.
O link é: https://rodtigremania.blogspot.com/
O link é: https://rodtigremania.blogspot.com/
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Como registro meus personagens?
Não tem mistério. Basta seguir a Lei:
obs.: No Brasil, registra-se a declaração do direito. O registro não é condição sine qua non para constituir seu direito. No entanto, se está registrando de outra forma, então você não está realmente resguardando corretamente a declaração do seu direito. A não ser que exista algum Decreto do Poder Executivo conferindo a outros Órgãos tais atribuições.
LEI Nº 5.988, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1973, regula os direitos autorais e dá outras providências.
CAPÍTULO III - Do registro das obras intelectuais
Art. 17. Para segurança de seus direitos, o autor da obra intelectual poderá registrá-Ia, conforme sua natureza:
1) na Biblioteca Nacional;
2) na Escola de Música;
3) na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro;
4) no Instituto Nacional do Cinema;
5) ou no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
§ 1º Se a obra for de natureza que comporte registro em mais de um desses órgãos, deverá ser registrada naquele com que tiver maior afinidade.
§ 2º O Poder Executivo, mediante Decreto, poderá, a qualquer tempo, reorganizar os serviços de registro, conferindo a outros Órgãos as atribuições a que se refere este artigo.
obs.: No Brasil, registra-se a declaração do direito. O registro não é condição sine qua non para constituir seu direito. No entanto, se está registrando de outra forma, então você não está realmente resguardando corretamente a declaração do seu direito. A não ser que exista algum Decreto do Poder Executivo conferindo a outros Órgãos tais atribuições.
EMILIO G. MÉDICI x FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Nem a ditadura maliciou um constrangimento tão grande aos direitos à propriedade intelectual do autor quanto a investida neoliberal. Nos últimos tempos, a declaração do direito autoral é só para quem puder pagar. Antes, a proteção era mais acessível.
A LEI Nº 5.988, que entrou em vigor em de dezembro de 1973, tratava dos direitos autorais e, em seu artigo 19, determinava que o registro da obra intelectual e seu respectivo traslado seriam GRATUITOS. Era uma lei muito benéfica, no sentido de reconhecer de imediato a declaração da propriedade intelectual do autor. Infelizmente, esta mentalidade foi revogada para dar lugar a uma nova ideia.
Depois de aproximadamente 25 anos, chegou a vez da LEI Nº 9.610 consolidar a legislação sobre direitos autorais. O novo dispositivo entrou em vigor em meados de 1998, revogando quase que completamente a LEI Nº 5.988. A nova lei, em seu artigo 20, agora preceitua que para os "serviços de registro das obras intelectuais será COBRADA retribuição, cujo valor e processo de recolhimento serão estabelecidos por ato do titular do órgão da administração pública federal a que estiver vinculado o registro das obras intelectuais".
Não foi a única derrota que a lei nova impôs, mas certamente trata-se de uma perda considerável ao reduzir a declaração da propriedade intelectual para uma condição restrita ao poder aquisitivo de quem lhe pode pagar.
A LEI Nº 5.988, que entrou em vigor em de dezembro de 1973, tratava dos direitos autorais e, em seu artigo 19, determinava que o registro da obra intelectual e seu respectivo traslado seriam GRATUITOS. Era uma lei muito benéfica, no sentido de reconhecer de imediato a declaração da propriedade intelectual do autor. Infelizmente, esta mentalidade foi revogada para dar lugar a uma nova ideia.
Depois de aproximadamente 25 anos, chegou a vez da LEI Nº 9.610 consolidar a legislação sobre direitos autorais. O novo dispositivo entrou em vigor em meados de 1998, revogando quase que completamente a LEI Nº 5.988. A nova lei, em seu artigo 20, agora preceitua que para os "serviços de registro das obras intelectuais será COBRADA retribuição, cujo valor e processo de recolhimento serão estabelecidos por ato do titular do órgão da administração pública federal a que estiver vinculado o registro das obras intelectuais".
Não foi a única derrota que a lei nova impôs, mas certamente trata-se de uma perda considerável ao reduzir a declaração da propriedade intelectual para uma condição restrita ao poder aquisitivo de quem lhe pode pagar.
sábado, 1 de setembro de 2018
Origem do termo "super-herói"
Texto publicado originalmente no Facebook em 01 de dezembro de 2017.
Já defendi anteriormente que vejo como errada a ideia de que só se pode considerar "super-hero" personagens criados após o Superman. Reforço meu argumento de que o gênero engloba personagens anteriores ao personagem de Siegel e Shuster com o histórico do uso da palavra. Podemos ver que o termo super-hero é anterior a criação do Superman. O termo remonta até 1899 e não é portanto um termo criado para descrever o Superman. 😉
A consequência é podermos considerar o Dr. Alpha, personagem brasileiro de 1904, um super-herói. Não o primeiro super-herói, pois em 1899 os ingleses já publicavam o seu Human Bat (ainda que meses antes da publicação da palavra).
Fonte da imagem: http://bartbeaty.ucalgaryblogs.ca/2013/04/21/definition-of-a-superhero/
Já defendi anteriormente que vejo como errada a ideia de que só se pode considerar "super-hero" personagens criados após o Superman. Reforço meu argumento de que o gênero engloba personagens anteriores ao personagem de Siegel e Shuster com o histórico do uso da palavra. Podemos ver que o termo super-hero é anterior a criação do Superman. O termo remonta até 1899 e não é portanto um termo criado para descrever o Superman. 😉
A consequência é podermos considerar o Dr. Alpha, personagem brasileiro de 1904, um super-herói. Não o primeiro super-herói, pois em 1899 os ingleses já publicavam o seu Human Bat (ainda que meses antes da publicação da palavra).
Fonte da imagem: http://bartbeaty.ucalgaryblogs.ca/2013/04/21/definition-of-a-superhero/
sábado, 23 de junho de 2018
Supraion & Lagarto Negro - "O punhal Mágico"
Segue texto de Luís Carlos Nunes:
Arte de capa: Luís Carlos Nunes (desenho) e Vinicius Townsend (cores).
Roteiro, Layout e finais: Luís Carlos Nunes.
Lápis: Gilliard Goulart.

Supraion & Lagarto Negro
Essa HQ foi de total iniciativa do autor do Supraion, e visava a princípio trazer seu personagem em uma aventura diferente com cada um dos principais membros da Alfa - A Primeira Ordem. O Lagarto Negro foi o primeiro herói escolhido, mas como deu tão certo a interação entre os personagens, Luís decidiu fixar um formato de aventura em dupla com o herói carioca, sempre recauchutando um vilão clássico das HQs brazucas. O vilão de "O punhal Mágico" é Magnus o, Mágico, de Gedeone Malagola. O Próximo encontro trará o vilão Doutor Medusa, também criado por Gedeone para as HQs do Raio Negro.
Essa ideia de trazer vilões remotos, vem desde o início de Supraion, onde em sua primeira HQ, já se prenuncia uma estreitíssima ligação com o universo do príncipe Oscar de Gustavo Barroso, em uma referência ao gigante Hygino e a Ordem do Cometa de Ouro, Irmandade da qual Supraion se origina.
Luís está muito feliz com o resultado dessa HQ, e vê nessa parceira uma oportunidade de trabalhar o Supraion num cenário mais urbano, habitat natural do Lagarto Negro. As características do Lagarto Negro foram mantidas , porém o heróis ganhou uma acessório no traje, ventosas que o possibilitam escalar paredes feito uma lagartixa. Na próxima aventura, seu traje reproduzirá as propriedades de um camaleão.
A edição ainda não tem formato definido, pois a editora pela qual seria impressa, a Universo encerrou suas atividades nessa semana. Contudo será mantido mais ou menos o mesmo padrão, e tem previsão de lançamento ainda pra esse ano, em comemoração aos 20 anos do Lagarto Negro.
Arte de capa: Luís Carlos Nunes (desenho) e Vinicius Townsend (cores).
Roteiro, Layout e finais: Luís Carlos Nunes.
Lápis: Gilliard Goulart.

Supraion & Lagarto Negro
Essa HQ foi de total iniciativa do autor do Supraion, e visava a princípio trazer seu personagem em uma aventura diferente com cada um dos principais membros da Alfa - A Primeira Ordem. O Lagarto Negro foi o primeiro herói escolhido, mas como deu tão certo a interação entre os personagens, Luís decidiu fixar um formato de aventura em dupla com o herói carioca, sempre recauchutando um vilão clássico das HQs brazucas. O vilão de "O punhal Mágico" é Magnus o, Mágico, de Gedeone Malagola. O Próximo encontro trará o vilão Doutor Medusa, também criado por Gedeone para as HQs do Raio Negro.
Essa ideia de trazer vilões remotos, vem desde o início de Supraion, onde em sua primeira HQ, já se prenuncia uma estreitíssima ligação com o universo do príncipe Oscar de Gustavo Barroso, em uma referência ao gigante Hygino e a Ordem do Cometa de Ouro, Irmandade da qual Supraion se origina.
Luís está muito feliz com o resultado dessa HQ, e vê nessa parceira uma oportunidade de trabalhar o Supraion num cenário mais urbano, habitat natural do Lagarto Negro. As características do Lagarto Negro foram mantidas , porém o heróis ganhou uma acessório no traje, ventosas que o possibilitam escalar paredes feito uma lagartixa. Na próxima aventura, seu traje reproduzirá as propriedades de um camaleão.
A edição ainda não tem formato definido, pois a editora pela qual seria impressa, a Universo encerrou suas atividades nessa semana. Contudo será mantido mais ou menos o mesmo padrão, e tem previsão de lançamento ainda pra esse ano, em comemoração aos 20 anos do Lagarto Negro.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Registro de um antigo desabafo
Segue abaixo um texto publicado no Facebook em 7 de novembro de 2017.
Ok, hoje vou contar um pouco como funciona o sistema dois pesos duas medidas que alimenta o chamado complexo de vira-lata, fenômeno assim batizado por Nelson Rodrigues para caracterizar a depreciação que o brasileiro faz daquilo que é nacional.
Por esses dias um pequeno autor nacional, teria feito uso da rede social para criticar negativamente um lançamento de uma grande editora internacional e foi duramente chamado de "arrogante" por sua postagem quase anônima, que acabou sendo ampliada em relevância por um colaborador de uma publicação especializada em quadrinhos. Sem acesso a postagem original e a identidade do autor só é possível supor que a suposta arrogância é o verdadeiro foco do incomodo jogado aos holofotes por meio de um desabafo em uma comunidade de fãs de quadrinhos.
Ok, na mesma semana o editorial de Torneio dos Campeões, da Panini, afirma que tal HQ foi "a primeira vez em que todos os personagens de uma mesma editora se juntam para enfrentar um mesmo inimigo, e serviu de modelo para diversos outros crossovers". Essa afirmação, que ignora a edição comemorativa Showcase 100, de maio de 1978, ou se quisermos voltar até o inverno de 1941 para incluir 7 soldiers of victory, não soa arrogante por vir de uma grande editora do Mainstream? Arrogante então é o pequeno autor independente em sua declaração quase anônima e destacada pela lente de aumento de um julgamento que lhe impede até mesmo de se defender, já que não foi citado diretamente? "Arrogante" é tão somente o cara que tenta fazer seus próprios quadrinhos e emitir opinião sobre o que anda lendo?

A Panini podia relançar essa junto com os forgotten heroes originais!
Lamento por todos os demais autores nacionais que ainda caem nessas armadilhas e postam bobagens em detrimento ao colega anônimo, seja lá quem for e o que diabos tenha escrito (não sei o que escreveu para ser rotulado de "arrogante" pois não tive acesso a postagem e nem a identidade da pessoa), pois a verdade é que estão na mesma pele, queiram reconhecer ou não.
Por fim, aposto que o anônimo em destaque deve ser fã da grande editora, do contrário não estaria criticando algo que leu. De resto, é só mais do mesmo.
Assinar:
Postagens (Atom)













