quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mercado Livre é careiro mesmo?

Muito se reclama dos preços praticados em algumas páginas de vendas de gibis de segunda mão. O maior alvo de críticas costuma ser o Mercado Livre. Reservo sérias críticas ao Mercado Livre, mas no duro, no duro, vejo mesmo vários outros locais praticando os preços compatíveis aos do Mercado Livre, e com o agravante dos fretes serem ainda absurdos, ou abusivos.


O que estaria jogando para cima o valor das revistas usadas?

Vários fatores se somam para consolidar o panorama atual.

I - Das tiragens baixas.

Acredito que o que faz o preço alto são as baixas tiragens brasileiras, que esgotam e não são rapidamente repostas pelas editoras. A procura então se depara com a facilidade e instantaneidade da internet.

II - Da preferência.

A questão da sensação de credibilidade, confiança, segurança e garantia, pode ser o que mantém a preferência de muitos compradores ao Mercado Livre. O diferencial do Mercado Livre são o sistema de reputação e o Programa de Proteção ao Comprador, este oferecido via Mercado Pago.

Acredito que muitos dos compradores negociam por lá devido a atenção ao sistema de reputações. Páginas como Balcão, OLX e Bom Negócio parecem menos preocupadas com este aspecto. É aqui que guardo uma crítica em relação ao ML. Até o início deste ano o sistema de reputação ajudava aos vendedores honestos a se sobrepor como opção aos menos afetos ao compromisso sério. O novo sistema de reputação age de forma diferente.

Agora o sistema de reputação parece proteger quem faz muitas vendas, ou quem negocia altos valores, ou quem gera lucro ao ML, e arrebenta com os pequenos vendedores. Essa é a impressão que passa. Na minha opinião pessoal, o sistema de reputação faliu completamente com as últimas mudanças. Muitas pessoas, vendedores e compradores estão insatisfeitos e reclamando.

Já o Programa de Proteção ao Comprador, oferecido via Mercado Pago, parece funcionar bem e ainda mantém um aspecto de segurança, garantia e confiança que o comprador precisa para efetuar negócio. A tendência seria a reputação se tornar obsoleta em função da garantia.

De qualquer forma, quem compra pelo ML deve sempre estar ciente que além do valor da revista, está pagando também por esses serviços já citados e ainda pelo percentual que o próprio ML cobra sobre o valor das vendas, e dos anúncios - quando o vendedor opta por fazer um anúncio pago.

III - Do frete caro.

Outro fator que realmente encarece as vendas online é o frete dos Correios. E aí o ML oferece a alternativa de você encontrar uma solução mais em conta via MercadoEnvios. Infelizmente o MercadoEnvios ainda não se encontra disponível para todos os vendedores.

Na falta do MercadoEnvios, a melhor opção de frete dos Correios é fazer a remessa pela via do Impresso Normal - um serviço diferenciado e mais em conta para o envio de material impresso.

Saiba mais sobre Impresso Normal na página dos Correios:
http://www.correios.com.br/para-voce/correios-de-a-a-z/impresso-normal#tab-3

Consulte os valores do envio como Impresso Normal:
http://www.correios.com.br/para-voce/consultas-e-solicitacoes/precos-e-prazos/servicos-nacionais_pasta/impresso-normal

Por uma questão de segurança, tanto para o comprador que deseja receber sua encomenda, quanto para o vendedor - que busca se resguardar contra compradores de má fé interessados em acionar o Programa de Proteção ao Comprador do ML mesmo após receber a encomenda (e você aí achando que só vendedor dava trambique) - a melhor opção de segurança é que o envio via do Impresso Normal seja feito com Registro Módico. O Registro Módico é outro serviço dos Correios que, é claro, encarece ainda um pouco mais a venda online.

IV - Do perfil dos negociantes.

Reconheço a existência de 3 tipos de vendedores de HQs mais comuns, presentes tanto no Mercado Livre, quanto em outros espaços de compra e venda de gibis pela internet:

    1- o colecionador que por qualquer razão tem o interesse pessoal em se livrar das revistas rapidamente, e põe preços (baixos) que efetivam esta rápida saída;

    2- o colecionador que por qualquer razão tem que se livrar das revistas, mas em seu íntimo não quer realmente se desfazer delas, e põe preços (elevados) que não efetivam a rápida saída;

    3- o livreiro/vendedor profissional, que não é grande o suficiente para ter sua própria página de vendas na internet, e põe preços altos, objetivando lucro. Devido ao grande volume de ofertas, consegue saída num ritmo aceitável para a manutenção do negócio.

Reconheço a existência de dois tipos básicos de compradores, o colecionador e o livreiro:

    1.1- o comprador colecionador - ansioso, quer muito comprar. Se tem grana no bolso, compra e paga caro. Se não tem, sofre;

    1.2- o comprador colecionador - tranqüilo, quer muito comprar, mas sabe ser paciente e espera pelo momento certo.;

    2- o comprador profissional, trabalha como livreiro e só vai comprar se o preço oferecer condições de revenda. Este compra coleções completas, e não busca gibis avulsos como fazem os compradores colecionadores. Trata-se de um hábito de consumo diverso.

V - Do não entendimento do funcionamento do ML.

Alguns vendedores costumam estabelecer seus preços tomando como parâmetro preços praticados por outros vendedores do ML. Estes vendedores possivelmente serão enquadrados nos tipos 2 e 3. Não querem vender rápido, então você não precisa comprar deles.

Além do mais, quando estes mesmos vendedores praticam preços do ML para vendas que ocorrem fora do ML eles não estão lhe oferecendo os mesmos serviços pelo qual você paga quando compra através do ML - serviços como o Programa de Proteção ao Comprador e MercadoEnvios, por exemplo. Assim, pagando preços de ML praticados fora do ML, você está pagando o valor correspondente a serviços dos quais você não vai ter acesso.

VI - Concluindo.

É possível concluir que os preços praticados no ML, para a venda de gibis usados, não são altos em favor da crueldade, maldade e cobiça dos vendedores. As baixas tiragens, o conforto e a facilidade da compra online, as tarifas pelo uso das ferramentas e garantias do Mercado Livre, o valor dos serviços dos Correios, e o perfil dos negociantes são os fatores mais determinantes que regem os preços de compra e venda dos gibis usados atualmente.

O comprador tem que estar atento ao perfil dos vendedores, avaliar seu próprio interesse na compra e saber reconhecer os fatores que envolvem qualquer negociação.

VII - Dicas.

  • Nem tudo o que é ofertado está realmente à venda. O vendedor/colecionador que eleva os preços porque não tem a intenção verdadeira de se desfazer das revistas é um bom exemplo disso.

  • Aprenda sobre o conceito de depreciação e reconheça que ao tirar do bolso seus R$6,50 para compra de um gibi em banca, no momento em que você o retira da prateleira e leva para casa ele já se desvalorizou.

  • Papel usado, para ser reciclado, é negociado entre R$0,10 e R$0,30 o kilo. O que encarece a revista usada é o fator colecionável, a procura por tal objeto. Se o vendedor não está vendendo, tem que ficar "upando" o anúncio em comunidade de rede social (como o Facebook), então chegou a hora de fazer cair o preço. Do contrário, vai continuar com a velha coleção largada no canto, se deteriorando e depreciando ainda mais. Sem procura não há venda. O preço tem que promover a procura, e não inibi-la.

  • Preços praticados no ML não servem de parâmetro para negociações realizadas fora daquele ambiente específico.

    Concorda? Discorda? Comente!
  • terça-feira, 8 de julho de 2014

    CRÍTICA, INCENTIVO, AUTOCRÍTICA, EGO E PROGRESSO: Um Editorial. By Nav

    Muitas vezes queremos dizer algo, mas faltam as palavras certas para se expressar. Aí então alguém aparece com um texto maravilhosamente bem escrito que toca no ponto certo de uma forma muito lúcida e elegante, restando apenas o elogio e o compartilhamento. Vale a leitura!

    O texto foi escrito por Nav (André Navarro) em 07 de julho de 2014. Originalmente postado no Facebook, rede social onde tudo o que compartilhamos se perde quase que imediatamente e cuja o alcance das postagens está cada vez mais restrito. Daí o interesse em preservar e compartilhar via blog.

    André Navarro, mais conhecido como Nav, é um desenhista iniciante que já passou por todas essas dúvidas e hoje, em seu processo de aprimoramento, achou útil compartilhar conosco a experiência.

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    Ser um artista é, a meu ver, querer ser reconhecido por transmitir um grau de paixão por um determinado tipo de criação na visão de nossa abordagem em particular.

    Em suma: é querer ser amado, de alguma forma. É portanto, puramente falso, qualquer comentário que afirme categoricamente que alguém "não está nem aí pro que os outros pensam" quando se trata de arte, pois queremos chegar a seus corações.
    Isso é indiscutível. Afinal, como um artista se propagaria sem isso? Como sua arte iria adiante?

    Existe mundo afora uma gama absurda de vertentes artísticas, sobretudo no que diz respeito a estilos de desenho. Há profissionais maravilhosos, e lamentavelmente, também pessoas que simulam ser profissionais maravilhosos, por variados meios. Mas sabemos quando alguém é bom. E isso, também é indiscutível.

    O que é discutível é a jornada para se chegar a esse patamar de excelência. E então vários fatores permeiam essa caminhada, como a crítica, a autocrítica , o incentivo e, por fim, o grande inimigo da jornada: o ego.

    Se você almeja ser um desenhista que trabalha ativa e comercialmente, você tem que ter o preparo para essa demanda. Não adianta a sua mãe, sua namorada, seus amigos dizerem "po cara..isso ta demais", se no fundo do seu coração você souber que, friamente analisado, seu traço está AQUÉM de um determinado grau de excelência. Isso, longe de significar que você "é fraco" ou "fracassou", revela que você já deu o primeiro passo na construção desse ideal. E isso se chama AUTOCRÍTICA.

    A autocrítica serve para nos lapidar, mas nunca para nos deter!
    Aí é que está o diferencial. Mas veja: se essas pessoas, próximas de você, já gostaram do seu trabalho, é porque, independente do grau de excelência necessário para o mesmo ser comercial (e do simples fato de vc lhes ser querido), há algo ali. A autocrítica poe esse "algo" cara-a-cara com a frieza da realidade comercial. E faz você "jogar fora" o que não funciona. E estudar para incorporar ao seu trabalho elementos que funcionam, consultando livros técnicos , aulas e análise de artistas com quem você se identifica. Tem muita gente inclusive que é totalmente autodidata que foi la e venceu. Mas não se iluda: isso não é da noite pro dia.

    Leva anos.

    O ego, que nada mais é do que a nossa incapacidade de reconhecer nossas próprias falhas, é o inimigo definitivo desse processo. O ego faz um artista em formação se sentir "o máximo", o "virtuoso", quando, na verdade, ele só o é em sua própria mente. O ego não deixa que a autocrítica lapide suas habilidades. E ele se alimenta de basicamente duas coisas: orgulho e incentivos exagerados.

    Crítica é algo a ser feito de forma SEMPRE construtiva. Pois se define como incentivar sabiamente. E isso é uma arte em si, pois não fere a sensibilidade do artista e o impele a querer ir adiante.

    É muito diferente (quando realmente houver potencial ali) você dizer:

    ... " cara.. se você der uma lapidada, não ha limites pra te deter..pois você tem o talento. Mas esse e esse detalhes, realmente você precisa dar uma trabalhada....mas refaça, refaça, e se você ainda achar que não está como queria EXATAMENTE, refaça. Não importa isso, de refazer. Porque é isso que vai te levar ao próximo nível"

    Do que você dizer (sobretudo em redes sociais, quando o artista em questão não é nem um profissional atuante de fato e NEM SABE que você o está queimando para seus amigos e profissionais que estão lendo seus posts):

    "nossa... o que dizer desse sujeito...que sem-noção...Lixo!!!
    Essa gente não sabe NADA e se acha postando essas porcarias"

    Esse último exemplo, eu particularmente acho, num primeiro momento, um equívoco. Na insistência, uma covardia ímpar, além de ser extremamente humilhante. Longe de ajudar a construir qualquer coisa, fere profundamente alguém que de repente nem tem meios para naquele momento ter um elevado grau de expertise, mas, por outro lado, tem uma vibrante força de vontade de ir além.
    Isso não se faz. Ainda mais se a pessoa que o faz é um profissional com um certo nome. É anti-ético e imoral.

    Eu mesmo, Nav, sou um cara ultra-crítico. Eu avalio severamente filmes, seriados, games, músicas, e obviamente estilos de quadrinhos que não me agradam. Por exemplo: detesto o Romita Jr. Não que ele não saiba desenhar (afinal, se não soubesse, NUNCA teria sido contratado um dia), mas simplesmente seu estilo não ecoa em mim. É questão de gosto. Ponto final. Mas o Romita Jr é um PROFISSIONAL atuante, não um estudante, um aspirante. Dizer para um aspirante que DETESTA seu trabalho é exercer uma crueldade. um sadismo. É mesquinho.

    Portanto, se você recebeu um "detesto", não se deixe abater: geralmente quem não tem pudor para usar de um tom assim, não é tão bom quanto pensa. O mundo da arte tem telhado de vidro: veja bem pra onde você arremessa suas pedras.
    E a internet, meus caros, torna esse mundo extremamente pequeno!

    Acredite. Sonhe. Pratique e estude. Se organize pra isso. Eu mesmo sou uma pessoa que raramente posto algo meu, porque a minha autocrítica GRITA dizendo que não está no ponto ainda. Mas isso não é desculpa para me acomodar no ostracismo. É preciso se dedicar.

    Faça clippings (espirais) de referências variadas, estilos, artistas que te inspiram. Use SIM de referências, afinal NINGUÉM DESENVOLVE UM ESTILO PRÓPRIO SE NÃO COPIAR BASTANTE UM DETERMINADO ESTILO ALHEIO até sua propria mente ir aos poucos mudando um detalhe aqui, outro ali, até dar a luz a algo completamente diferente. Sempre há um "crítico" que diz : "ah..mas você está copiando fulano!" Sim, E DAÍ? Faz parte do crescimento. Você não copia para puramente se safar, como o Greg Land, mas sim para APRENDER. Use referências SIM. Não copiando "igualzinho" a referência em questão, mas adaptando ao esboço que você já compôs.

    Enfim, não se deixe intimidar. E acredite, sempre. Pois só a sua autocrítica pode te levar até a linha de chegada. Quando você estiver pronto, você estará e essa é a essência da arte.

    sábado, 19 de abril de 2014

    Pré lançamento do livro CURSO COMPLETO DE DESENHO ARTÍSTICO

    Mensagem enviada por: ssemr@yahoo.com.br

    "O livro deve ir para a gráfica em uma semana e custará R$ 68,00, mais taxa do correio" - assim informa o autor da obra, o artista Silvio Ribeiro.

    RESERVE O SEU AGORA! NÃO PRECISA PAGAR NADA ADIANTADO, APENAS FAÇA A RESERVA, POIS A TIRAGEM SERÁ PEQUENA!


    Clique na imagem para ampliar

    São 228 páginas com A capa, onde abordo os seguintes temas:

    - Materiais de desenho e pintura
    - Natureza morta
    - Paisagens
    - Perspectiva
    - Luz e sombra
    - Figura humana
    - Animais
    - Uso do nanquim puro e aguado
    - Pintura manual (óleo e acrílica)
    - Ilustração digital e colorização
    - Histórias em quadrinhos.

    Além dos textos explicativos, o livro tem mais de 500 imagens explicativas, outras passo a passo e mais exemplos prontos.

    A encadernação é de luxo, com capa dura e miolo em papel couche brilho 150g. O formato é 21X28cm. Com páginas coloridas e PB.

    Silvio Ribeiro está trabalhando na produção deste livro há 5 anos e se esforçou ao máximo para passar seus conhecimentos e experiência de cerca de 20 anos de vida profissional.

    quinta-feira, 17 de abril de 2014

    Ilha real guarda características com as histórias do Espírito-que-anda

    Logo na primeira aventura do Fantasma, quando ele enfrenta os piratas de Singh, a residência do herói foi descrita como que localizada no arquipélago indonésio (Índias Orientais Holandesas) . O nome nativo do lugar era Luntok, localizado na costa de Sumatra.

    Somente em 1964 surgiu um endereço : "Mr. Kit Walker, Box 7, Morristown, Bengali, África" - assim era o destinatário de uma correspondência de Diana para o Espírito-que-anda. A localidade de Morristown sofreu mudanças, primeiro para Mowiton em 1971, e depois para Mawitaan em 1972. Ainda em 1972 houve nova mudança, agora na grafia de Bengali para Bangalla. Posteriormente a grafia revezava entre Bangalla e Bengalla. A esta altura alguns mapas apareciam localizando Bangalla em diferentes regiões da África.


    O Fantasma sempre enfrentando tigres

    Ocorre que na África não há tigres na natureza! O lugar onde encontramos tigres e lobos (como o fiel companheiro Capeto) em floresta de vegetação densa é a Índia, e arredores. Talvez por isso o filme de 1996 traga de volta o conceito da ilha oriental, contando com locações na Tailândia para retratar Bengalla e descartando a África como local de morada do Fantasma.

    Na verdade, há um lugar único na Ásia que reúne muitas das características originais descritas para localizar a morada do fantasma em suas primeiras aventuras! Trata-se da Ilha North Sentinel, localizada na Baia de Bengala, e próxima de Sumatra. Faz parte do território da Índia, mas é reconhecida como entidade autônoma e soberana sob proteção indiana.


    Ilha North Sentinel


    Os ilhéus não gostam de visitantes

    A ilha é densamente coberta por floresta. Habitada por pessoas que não tem contato com a civilização, a ilha permanece um local intocado até hoje. Descritos como pequenos homens negros, os ilhéus flecharam até a morte dois pescadores que chegaram até lá em 2006. Lembrou-se da tribo dos Bandar?

    Em 1605, os mares de Bengala eram assolados por piratas liderados pelo português Sebastião Gonçalves Tibau. O pirata lusitano fundou uma república na Ilha de Sandwip, com cerca de 3 mil habitantes, da qual ainda hoje existem descendentes. A realidade guarda semelhanças com os Singh da ficção?


    Clique na imagem para ampliar

    Temos então uma misteriosa ilha afastada da civilização, que possui densa vegetação, localiza-se próxima à Índia, habitada por pequenos e temidos arqueiros, numa região chamada Bengala, onde a pirataria era intensa a 400 anos. Um bom número de coincidências!

    terça-feira, 1 de abril de 2014

    Super Censo 2014 - PARTICIPE!!!



    A pesquisa deve ficar no ar pelos próximos três meses. Sintam-se à vontade para divulgar em seus canais (blogs, páginas pessoais, etc), pois é pública.

    Para entrar em contato com o organizador, basta enviar um e-mail para: jouventania1@gmail.com

    Segue a página com as perguntas do censo: https://docs.google.com/forms/d/1Gn2q-3TBJ7j-LYktYz_159Cp0cFM7dEqkP650lxR_2A/viewform

    quinta-feira, 27 de março de 2014

    Salão Medplan de Humor - 2014

    Mensagem enviada por: jotaa2009@gmail.com

    Amigo artista, mais uma vez estou na curadoria do Salão Medplan de Humor, evento esse tratado com o maior zelo e carinho e sempre procurando melhorar a cada edição realizada. Esse ano teremos as eleições como tema. Então peço que você participe ou divulgue o salão. Os 100 melhores trabalhos serão publicados em um catálogo e os premiados em um calendário. Você pode enviar os desenhos pelos correios ou via internet.

    Qualquer dúvida: jotaa2006@hotmail.com
    Jotaa2003@bol.com.br
    Jotaa2009@gmail.com

    Fones: (86) 9975 2514 / 8829 6538



    REGULAMENTO SALÃO MEDPLAN 2014

    1- INSCRIÇÕES: 20 de março a 20 de maio de 2014.

    O 6º Salão Medplan de Humor é aberto a todos os artistas gráficos, nas modalidades charge e/ ou cartum. A abertura do salão será dia 22 de junho, com a divulgação dos vencedores. Cada artista poderá se inscrever com o máximo de 3 (três) trabalhos inéditos no formato 30X40 cm e utilizando qualquer técnica. No verso de cada desenho, ou no e-mail, deverá constar o nome completo do autor, endereço, e-mail, telefone, número de identidade, CPF e de conta bancária. O artista poderá participar enviando seus trabalhos através do site www.medplan.com.br, (com tamanho máximo de 3 megabytes) ou mandando os originais para:

    6º Salão Medplan de Humor
    Rua Coelho Rodrigues, 1921 – Centro
    CEP: 64000-080
    Teresina – PI


    2- TEMA

    O tema do 6º Salão Medplan de Humor será ELEIÇÕES.

    3- PREMIAÇÃO

    Primeiro lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

    Segundo lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais).

    Prêmio Internet: R$ 2.000,00 (dois mil reais). O Prêmio Internet será escolhido pelos internautas, de 9 a 13 de junho, no site: www.medplan.com.br

    As melhores obras farão parte da exposição itinerante do 6º Salão Medplan de Humor. Os trabalhos premiados serão considerados aquisitivos e passarão a fazer parte do acervo do Medplan. As obras não serão devolvidas.

    Não poderão participar desse salão funcionários do Medplan, parentes destes e quem estiver envolvido em sua organização.

    quarta-feira, 26 de março de 2014

    O EVENTO “MERCADO DE PULGAS” MUDOU: AGORA SE CHAMA “FESTIVAL GUIA DOS QUADRINHOS”

    Mensagem enviada por: oraculo.se@gmail.com

    O evento nerd mais divertido do Brasil volta em outubro, agora com
    um novo nome, mais atrações e todo um final de semana de duração


    Desde seu surgimento, em 2008, o evento Mercado de Pulgas, organizado por Edson Diogo, criador do portal Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com), tornou-se um favorito entre os consumidores de quadrinhos e cultura pop em geral. Não apenas porque em nenhum outro evento do Brasil é possível encontrar raridades como aquelas colocadas à venda pelos expositores, mas também porque é um dos únicos eventos onde os leitores são capazes de conversar, trocar ideias e dar sugestões aos profissionais dos quadrinhos no Brasil, no que já se tornou uma grande reunião de amigos e pessoas que compartilham os mesmos interesses.

    Editores da Panini, Abril, Mauricio de Sousa, HQM, JBC, Nova Sampa e várias outras já participaram do evento, assim como desenhistas e roteiristas da Disney; autores dos mais variados quadrinhos nacionais e importados e colecionadores lendários no mercado. O Mercado de Pulgas se tornou um dia dedicado à diversão, troca de ideias e a união de leitores com seus ídolos num mesmo espaço e em pé de igualdade, em um grande clima de camaradagem. Não é à toa que o Mercado de Pulgas já é considerado o evento nerd mais divertido do Brasil.

    Mas, em 2014, tudo mudará... para melhor!


    Apesar de o nome “Mercado de Pulgas” ter se popularizado entre os fãs de quadrinhos, não trazia nenhuma ligação com o site Guia dos Quadrinhos e causava confusão quando pesquisado na internet, devido à quantidade de eventos com o mesmo nome, mas com foco muito diferente. Desde 2012, o evento também deixou de ser apenas um encontro para compra e venda de quadrinhos e incorporou palestras, sorteios, quizes e paineis de discussão entre suas atrações, o que também fazia um tanto incongruente seu título original. Por isso, a partir deste ano, o Mercado de Pulgas passa a ser chamado de Festival Guia dos Quadrinhos, um nome que representa melhor sua proposta em ser o maior entre os pequenos eventos de quadrinhos e cultura pop do Brasil!

    Mas essa não é a única mudança! Para atender a pedidos de expositores e visitantes, este ano o evento será realizado em dois dias: 11 e 12 de outubro. Além do tradicional salão de vendas e trocas de quadrinhos, mangás, DVDs, action figures e outros; o evento trará mais palestras e bate-papos com profissionais, maior participação de artistas nacionais e editoras; sessões de autógrafos; atividades especiais para crianças e um concurso de cosplay organizado pelo tradicional grupo Comics Cosplay BR. Como nas últimas três edições, o evento será realizado na Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana – São Paulo), mas – uma outra novidade – ocupará dois andares do edifício, em vez de apenas um.

    Breve, serão divulgadas as palestras, convidados, participantes e outras atrações do evento.

    Confira um fotoclipe sobre o último evento: https://www.youtube.com/watch?v=abX9oGAu-f0

    Sobre o site Guia dos Quadrinhos: Há 7 anos no ar, o site é o maior banco de dados sobre quadrinhos publicados no Brasil, com mais de 88 mil edições cadastradas e 40 mil membros. O Guia dos Quadrinhos também tem o maior acervo de capas de gibis, com mais de 40 mil imagens.


    SERVIÇO:

    Festival Guia dos Quadrinhos 2014
    Datas: 11 e 12 de Outubro
    Local: Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana, a 100 metros do metrô
    Organização: Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com)
    Contato: festival@guiadosquadrinhos.com
    Contate-nos para informações sobre como ser expositor ou patrocinador do evento

    terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

    Patria Armada no Catarse

    O professor, ilustrador e quadrinista do Instituto dos Quadrinhos, Klebs de Moura Junior está com um projeto no Catarse! O projeto chama-se Pátria Armada, e trata-se de uma mini serie em três edições à ser distribuída primeiro em bancas e depois em livrarias.


    O projeto inclui recompensas especiais!! Numa delas, você poderá fazer parte do projeto, emprestando o seu visual para um do personagens da HQ. E também, 5 bolsas integrais para os cursos de Desenho e HQ no Instituto dos Quadrinhos.

    Veja mais informações no link para o projeto: http://catarse.me/pt/PatriaArmada

    domingo, 12 de janeiro de 2014

    Human Bat, personagem de 1899

    John Holloway é um jovem rico irlandês cuja família de nobres é vítima de um crime. Ele então passa a usar um traje escuro com visual inspirado em morcegos para sair a procura de justiça. O herói conta com a ajuda do mordomo da família, faz de uma caverna o seu esconderijo, e usa uma máscara para esconder o rosto. O personagem fez sua estréia na publicação inglesa The Funny Wonder, em março de 1899.



    Human Bat, herói da era vitoriana

    Uma tradução para alguns trechos do texto datado do final da era vitoriana: ... "ele deve tornar-se uma figura para trazer o sinistro para todas essas pessoas. Um estranho nêmesis que acabaria por se tornar o terror lendário para todos os criminosos (...) ele olhou para a chama da lâmpada a óleo sobre uma mesa. Então ele, sob tensão, virou-se de repente." ... "Quando fez isso, ele viu que era um morcego."... "A criatura pairava sob a lâmpada, e por um instante lançou uma enorme sombra sobre a parede do cômodo." ... "É isso aí! .... Vou me chamar Human Bat".

    Lembrou-se de alguma das cenas a seguir?


    Batman Ano Um - DC Comics


    Batman Origins - DC Comics

    A semelhança tem sido apontada por alguns fãs e colecionadores do gênero. O Human Bat poderia ser um antecessor do Batman, personagem da DC Comics, e esta comparação estaria trazendo interesse ao herói centenário.

    Mas atenção, o personagem vitoriano não se confunde com um outro Human Bat,criado por Edward R. Home-Gall em abril de 1950:


    Human Bat de 1950

    O interessante é a idade centenária do personagem vitoriano e a forma como foi retratado. Nenhum dos dois Human Bat foram originalmente publicados no formato dos quadrinhos.

    domingo, 29 de dezembro de 2013

    O fim do Terra Fotolog - e o resgate de antigas postagens sobre a criação do Lagarto Negro

    Final de 2013 chegando para encerrar um período marcado pela confraternização entre fanzineiros e produtores independentes por meio da ferramenta virtual do Terra Fotolog. A partir do dia 30 de dezembro de 2013 todos os conteúdos ficarão indisponíveis, informa a fornecedora do serviço.

    Resolvi criar esta página, aqui no blog, como forma de resgatar o material postado no Terra Fotolog pertinente ao processo de criação do personagem Lagarto Negro. Seguem revisadas as postagens dos dias: 03/01/2007; 14/01/2007; 21/01/2007; 12/09/2009; 24/09/2009; e 26/09/2009.


    Metatron - o desenho é de 1995, na época estava curtindo uma onda IMAGE COMICS!

    Metatron foi projetado com a intenção de se apresentar um genérico de super-herói, mas com histórias ambientadas no Brasil. Sua fonte de poder eram os braceletes vindos do espaço, que funcionavam como uma bateria energética, conferindo ao herói capacidade de voar, uma relativa invulnerabilidade, e lançar fortes rajadas de energia pelas mãos (conceito beeeeem original). ;P

    O fanzine teve uma tiragem inicial de 3.000 exemplares, custeados por anunciantes e distribuídos gratuitamente. Na época ouvi muitas críticas, diziam ser inconcebível a existência de um super-herói brasileiro, pois soava falso... “Nos EUA tudo bem, mas no Brasil fica estranho” - disseram - “Super-herói brasileiro não pode ter super poderes”. Tudo bem, criei depois o Lagarto Negro, um novo Metatron ajustado ao gosto desses leitores.



    Metatron e "Anjo" Negro

    O primeiro desenho acima, meio amarelado, apresenta uma evolução do Metatron. Foi feito em 1997, com o objetivo de renovar o personagem. Deixou de ter aquela cara de Booster Gold do desenho anterior e ganhou muitas das características visuais que depois aproveitei para o Lagarto Negro.

    O segundo desenho já é de 1998. O personagem é o Anjo Negro. Sem poderes, armado e com as algumas características visuais do Metatron de 1997. Reparem que ele já é quase o Lagarto Negro... a máscara do Lagarto já aparece no canto inferior desta segunda imagem.



    Finalmente o Anjo Negro se tornou um lagarto!

    Lagarto Negro ganha aqui sua 1ª versão! O personagem Anjo Negro da postagem anterior, ganha uma nova máscara, em seguida sai a estrela no peito e entra novo símbolo e a arma de fogo cede lugar ao nunchaku. Assim nasceu o Lagarto Negro em sua primeira concepção original! Os desenhos são de 1998.

    Esta ilustração revela também o porquê da troca de Anjo Negro para Lagarto Negro. :)



    A capa de IMPACTO Fabricado no Brasil nº01 trazia um uniforme vermelho e amarelo para o Lagarto Negro.

    Revirei antigos arquivos e encontrei os estudos de cores que vemos acima. Acho que esses estudos de cores para o Metatron são de 1996, mas não posso confirmar. Nem sabia usar computador nessa época! Usei um guache, ou algo assim, sobre fotocópias de um mesmo desenho. Mais tarde, em 2000, esses estudos foram repassados ao Fabio, que coloriu as capas da revista IMPACTO Fabricado no Brasil nº01 e 02.

    A cor vermelha e a amarela foram escolhidas para pintar o Lagarto Negro na primeira edição. No tempo entre a primeira e a segunda edição assisti um programa na TV que abordava o assunto camuflagem. O programa falava que camuflagem urbana se faz com tons de cinza. Aí conversei com o Fabio, que fez as alterações para a capa da segunda edição, conforme minhas novas orientações. Esta é a razão pelo qual o personagem primeiro apareceu em cores vivas e depois permaneceu acinzentado.

    Infelizmente, por ignorância ou má fé, o personagem foi atribuído como "cópia do Scarlet Spider"... Os personagens são tão distintos que dificilmente confundiriam alguém. Nem preciso dizer que são diferentes o nome, os poderes, o traje, a história de fundo, a personalidade, e a missão dos personagens quando foram comparados. As pessoas deviam ter mais cuidado antes de escrever tolices para tentar se fazer passar por entendedores.

    Achava que esses desenhos acima estavam perdidos! Hoje eu não aprovaria nenhuma das escolhas de cor da época! Prefiro o Metatron como fiz na imagem abaixo!! :)



    Mestre das Proezas, Morte Humana e Metatron.

    A arte acima é uma montagem com desenhos de Fred, Fabiano Haussman e Gabriel Rocha, para o fanzine IMPACTO - que antecedeu a revista IMPACTO Fabricado no Brasil. Bons tempos! Eu mal sabia o que era um fanzine! A publicação era mais um mini-tabloide de bairro que um fanzine. Os heróis esquecidos acima, circularam nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, entre 1994 e 1995.



    Vingador Mascarado - criação do Sebastião Seabra para o Almanaque Phenix Superação nº02, de 1991.

    O meu exemplar de Almanaque Phenix Superação nº02 está caindo aos pedaços, pois o papel jornal oxidou e contaminou a capa que está quebradiça. Mesmo assim guardo com carinho na minha coleção, pois considero o Vingador Mascarado como uma influência para criação do Lagarto Negro, pois depois de ler sua HQ comecei a imaginar que era viável criação de heróis nacionais!

    E com esta encerramos o resgate de antigas postagens sobre a criação do Lagarto Negro, publicadas no Terra Fotolog ao longo dos anos.
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